'Alianças tucanas não vão se restringir ao PSD'

Para o secretário estadual de Energia, José Aníbal, associar as prévias tucanas à política de alianças para as eleições de 2012 é "uma camisa de força". Ele diz que as articulações em busca de aliados "estão sendo feitas" desde já e que essas negociações devem ser realizadas pelas lideranças partidárias.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2011 | 03h04

O sr. acha que o PSDB será obrigado a se aliar ao PSD?

Não vamos restringir ao PSD. O PSDB tem que fazer uma política de alianças ampla na capital. O PT já declarou que seu alvo é derrotar o PSDB e está construindo suas alianças para isso. Nós vamos construir as nossas. O DEM, do qual o PSD se originou, tem participação no governo Alckmin.

Mas o DEM já sugeriu que não quer estar na mesma aliança do PSD e anunciou apoio ao Gabriel Chalita (PMDB)...

Nós temos um histórico em relação ao DEM. Queremos estar com o DEM nas eleições municipais. Em relação ao PSD, se for possível convergirmos para uma aliança, vamos trabalhar nessa direção.

A negociação por alianças deve envolver a cabeça de chapa?

Seria absolutamente impróprio admitir negociação sobre cabeça de chapa, quando ainda nem definimos candidato.

Quando as prévias devem ser feitas, na sua opinião?

Infelizmente, não conseguimos ter a relação dos que efetivamente vão votar com alguma antecedência. Eu gostaria que a tivéssemos recebido no começo de outubro, e vamos receber agora. Teremos de fazer todo um trabalho de pré-campanha, de diálogo com esses filiados. Talvez, se fizermos as prévias em dezembro, não tenhamos tempo de fazer isso. Mas se os demais candidatos acharem que deve ser em dezembro, vamos fazer em dezembro. Não sendo possível, vamos fazer em janeiro. Fazer muito depois é aproximar as prévias da convenção - aí o sentido da prévia, de expor o candidato, fica muito penalizado.

O que o sr. acha das articulações do governador Geraldo Alckmin para adiar as prévias?

O governador tem uma experiência enorme. É nossa principal liderança no Estado. Ele certamente tem um acompanhamento desse procedimento que o faz reiterar o seu entusiasmo com a ideia das prévias. Acho que podemos fazer, sim (a política de alianças), coincidindo com um período razoável (para as prévias) - janeiro, por exemplo. Nós não estamos indicando um candidato para negociar a cabeça de chapa. Estamos indicando um candidato para ser candidato. Em função disso, você vai fazer negociações, vai buscar alianças, tempo de televisão... A associação entre indicação de um candidato através do procedimento de prévias e ter totalmente definido o quadro de alianças, ao meu ver, nos coloca em uma camisa de força. As conversas com relação à possibilidade de coligação já estão sendo feitas. Evidentemente, não cabe a nós, pré-candidatos, fazê-las agora. Mas cabe às nossas lideranças.

Quais serão os principais temas da campanha?

O que eu penso em matéria de gestão é inovar. Porque São Paulo não pode ficar mais tão centralizada como está hoje. Não se administra uma cidade de 11 milhões de habitantes do Vale do Anhangabaú. Há 31 subprefeituras que precisam ter capacidade de gestão efetiva, e não têm. Eu defendo a ideia das prefeituras distritais. / L.A.M.

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