VALÉRIA GONÇALVEZ/ESTADÃO
VALÉRIA GONÇALVEZ/ESTADÃO

Aliança com Alckmin é ‘sentimento amplo’ no PSD, afirma Kassab

Pré-candidato e ministro jantaram juntos no fim de semana; tucano também tenta coligação com PPS, PTB e PV

Felipe Frazão e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2018 | 05h00

BRASÍLIA - Diante da cobrança de tucanos pela criação de fatos políticos, o pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, decidiu acelerar as articulações para obter o apoio explícito de pelo menos quatro partidos à sua campanha. O primeiro passo foi dado neste domingo, 17, quando Alckmin jantou, em São Paulo, na casa do ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, presidente licenciado do PSD.

O presidenciável estava acompanhado de Marconi Perillo, escolhido nesta quinta-feira, 14, como coordenador político de sua equipe, e do ex-prefeito João Doria, pré-candidato do PSDB ao governo paulista. Alckmin ouviu de Kassab que, se depender dele, a aliança está garantida e que “esse sentimento é o mais amplo no partido”. 

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Além do PSD, o tucano tenta fechar aliança com PPS, PTB e PV. Embora tenha compromisso com Alckmin, o PPS apresenta sinais de divisão e setores da sigla defendem uma composição com Marina Silva (Rede).

Na prática, o PSDB já começa a se movimentar para evitar traições. A ideia de Perillo é que ao menos os partidos com os quais há negociações mais adiantadas façam um gesto público em favor de Alckmin, para mostrar que ele não está isolado na campanha. 

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Em conversas reservadas, tucanos afirmam acreditar na união com o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), mas a chance de acordo com o MDB é considerada próxima de zero. No Palácio do Planalto, interlocutores do presidente Michel Temer também dizem não haver possibilidade de aliança com o PSDB. 

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Pontes. Embora façam reparos na pré-campanha de Henrique Meirelles (MDB), sob o argumento de que falta a ele se despir do figurino de ministro da Fazenda – cargo que ocupou até abril – e passar para a sociedade a “imagem de candidato”, auxiliares de Temer observam que Alckmin “queimou todas as pontes” com o Planalto. Citam como exemplo de agravamento do mal-estar a entrevista publicada pelo Estado, no domingo passado, na qual o tucano afirmou que o governo Temer “padece de uma questão de legitimidade”.

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Apesar de Kassab ter assegurado a parceria com o PSDB, ele ainda precisa convencer Guilherme Afif Domingos (PSD) a não disputar o Planalto. Ex-ministro da Micro e Pequena Empresa no governo Dilma Rousseff (PT) e presidente licenciado do Sebrae, Afif carece de apoio na própria legenda, mas é amigo de Kassab.

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