Aliados falam em ‘grande arrancada’ e FHC lembra que perdeu campanha ‘ganha’

A partir desta semana, o tucano vai reforçar na TV apoio que recebe de lideranças políticas e mostrar depoimentos de artistas que declararam voto e gravaram um jingle em prol da campanha

O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2014 | 22h07

Em terceiro lugar na corrida presidencial, com uma pequena alta nas intenções de voto, mas ainda distante do 2º turno, o candidato do PSDB, Aécio Neves, aposta numa campanha motivacional na reta final da campanha. A partir desta semana, o tucano vai reforçar na TV o apoio que recebe de lideranças políticas ligadas à sua coligação e mostrar depoimentos de artistas que declararam voto a ele e que gravaram um jingle em prol da campanha. 

“A ideia é apresentar de forma clara e bem humorada a sustentação e a densidade política de nossa campanha”, disse Aécio ontem, em São Paulo, ao apresentar o vídeo com o novo mote da propaganda eleitoral, momento que chamou de “a grande arrancada”. 

Serão exibidos depoimentos de caciques do PSDB como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o candidato ao Senado, José Serra, e o governador Geraldo Alckmin, além de lideranças regionais, como a ex-senadora e candidata ao governo gaúcho Ana Amélia (PP-RS), o candidato ao Senado pelo Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), o ex-governador e candidato ao Senado por Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), e o candidato ao governo da Bahia, Paulo Souto (DEM). 

Entre as celebridades que declaram publicamente voto ao tucano estão os cantores Zezé di Camargo, Wanessa Camargo, Fagner, Beto Guedes, Renato Teixeira e a dupla Chitãozinho e Xororó. Também integram a lista os ex-esportistas Ronaldo, Zico, Bernardinho e Dadá Maravilha. 

Para conquistar o eleitorado juvenil, a campanha tucana vai usar um vídeo em que jovens da periferia de Governador Valadares (MG) cantam um rap com o refrão é “a força que o Brasil precisa”. Além disso, vai investir mais na internet com a criação de um movimento para incentivar voluntários a pedir votos para o candidato. Segundo Aécio, há 26 mil voluntários cadastrados em 160 ações na rua e na internet, pelo site www.vamos45.com.br. 

Aécio reiterou que não pretende fazer a “campanha do medo” na reta final, mas não se furtou a fazer críticas às suas principais adversárias, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). “Ela admite que aprendeu no governo. Será que a Presidência da República é lugar para alguém aprender a administrar? Não é”, disse ele sobre a presidente. Ao se referir a Marina, o tucano afirmou que a ex-ministra tem mudado de posição para se “acomodar” à realidade eleitoral. “Não adianta criar um personagem às vésperas da eleição.”

Principal articulador político da candidatura de Aécio, FHC usou anteontem a derrota que sofreu para Jânio Quadros na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 1985 para estimular a campanha do aliado. “Eu perdi uma eleição ganha no dia (da votação) para prefeito de São Paulo. Graças a Deus, porque cheguei à Presidência. Talvez não tivesse chegado”, disse ele durante jantar com empresários e dirigentes tucanos. Na ocasião, FHC era o franco favorito, mas acabou derrotado por Jânio em uma virada na reta final. “Política não é matemática”, disse. / VALMAR HUPSEL FILHO, IGOR GADELHA, PEDRO VENCESLAU e SONIA RACY

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