Aliados de Skaf torcem por 'empurrão' do PT

Aliados de Skaf torcem por 'empurrão' do PT

Em evento no interior, presidente do diretório estadual do PMDB, deputado Baleia Rossi, espera que Alexandre Padilha chegue aos 15%, o que garantiria o segundo turno

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2014 | 19h00


SÃO CARLOS - Aliados do candidato do PMDB ao governo estadual, Paulo Skaf, já torcem por um "empurrão" do PT para levar o peemedebista ao segundo turno contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição. Ao lado do candidato em caminhada pelas ruas de Rio Claro, interior paulista, nesta segunda-feira, 22, o presidente estadual do PMDB, deputado Baleia Rossi, afirmou que o candidato petista, Alexandre Padilha, deve chegar a pelo menos 15% nas pesquisas, tirando votos de Alckmin. "Esse é o patamar mínimo do PT, que tem uma presença histórica em São Paulo", disse Rossi, também candidato a um novo mandato.

Skaf não comentou a opinião do líder de seu partido e preferiu cobrar da militância um esforço nas duas semanas que faltam para o primeiro turno. "Falta um pouquinho, mas estas duas últimas semanas é que valem. As coisas esquentam para valer a partir de agora." Ele lembrou que o PMDB tem quadros para melhorar seu desempenho nas pesquisas. "São mais de 400 candidatos a deputado." O prefeito de Rio Claro, Du Altimari, também do PMDB, confirmou a expectativa de um crescimento de Padilha.

"O PT não fica com 10% em São Paulo. O Padilha vai subir e levar o Skaf para o segundo turno." O prefeito acompanhou Skaf numa caminhada por ruas comerciais do centro. O peemedebista tomou café com salgadinho numa padaria, tirou fotos e cumprimentou lojistas e transeuntes. A alguns motoristas, ele

pediu desculpas pela confusão no trânsito. "Estou acostumado a não atrapalhar a vida de ninguém", disse.

Algumas pessoas pegaram propaganda e jogaram fora logo depois. A aposentada Conceição Gobatto, de 83 anos, guardou a foto do candidato. "Vejo na TV e me parece um senhor muito sério." Durante a entrevista, perguntado sobre a aliança com o PP do deputado Paulo Maluf e a participação na sua campanha do ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho, o candidato do PMDB disse que está olhando para o futuro. "Não adianta os adversários contarem história de 25 anos atrás.

A história antiga é a história deles, desse governador está aí há vinte anos e quer ficar mais quatro, mas no Estado todo você só ouve reclamações deles."

Bom prato. De manhã, Skaf visitou o restaurante Bom Prato, no bairro do Brás, na capital, e enfrentou cobrança de camelôs e sem-teto. Ele comeu junto um bandejão com arroz, feijão, carne e repolho com os

frequentadores e, destes, ouviu elogios ao programa do governo estadual. Skaf prometeu que, se eleito, vai ampliar o programa social, que oferece refeições a R$ 1, e servir também jantar. Sobre as reclamações de camelôs e sem-teto, atribuiu à ausência do Estado.

"Falta quase 1,4 milhão de casas no Estado e o povo reclama com razão. O governador promete muito e faz pouco", disse.

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