Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Aliados de Alckmin cobram redução de ataques a Bolsonaro na última semana de campanha

Tucanos querem que candidato engrosse o tom contra Fernando Haddad (PT), que está em segundo lugar nas pesquisas, reforçando a pregação pelo voto útil para derrotar o petismo

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2018 | 22h43

BRASÍLIA - A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência nas eleições 2018 vai engrossar o tom contra Fernando Haddad (PT), que está em segundo lugar nas pesquisas, reforçando a pregação pelo voto útil para derrotar o petismo. A estratégia esboçada para a última semana de campanha, porém, provoca divergências na coligação de apoio ao tucano.

Aliados de Alckmin que flertam com Jair Bolsonaro (PSL) -- líder em todos os levantamentos -- cobram a redução dos ataques ao capitão reformado na propaganda de TV. A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, mostrando que o candidato do PSDB cresceu apenas um ponto porcentual -- passando de 9% para 10% -- esfriou ainda mais os ânimos na campanha.

A portas fechadas, políticos do Centrão -- bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade -- dizem que, como Alckmin praticamente não conseguiu crescer após o intenso bombardeio na direção de Bolsonaro, de nada adianta manter essa estratégia.

Além de direcionar a artilharia contra Haddad, parte da equipe prega que a propaganda de Alckmin -- dono do maior tempo no horário eleitoral -- reserve agora mais espaço para destacar  o que classifica como “virtudes” do ex-governador de São Paulo. Em conversas reservadas, no entanto, muitos aliados afirmam que só um “milagre” levará Alckmin ao segundo turno. O PSDB busca culpados para a crise. Dirigentes do partido admitem que, se for confirmado o cenário de um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad, haverá uma “caça às bruxas” após as eleições.

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