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Aliado de ex-ministro é esperança do PT no Rio

Reforçado pelo apoio de Lula e Dilma, Marcelo Sereno busca votos em áreas populares e pode ser o petista mais votado

WILSON TOSTA / RIO, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2012 | 03h03

Sorridente, o ex-chefe de gabinete da Casa Civil da Presidência Marcelo Sereno pede o voto dos cariocas ao lado da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os três rostos alegres - Dilma e Lula também sorriem - estão na fotomontagem sobre o fundo vermelho de banners na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal, onde Sereno quer ingressar como vereador em 2013. "Juntos somos um Rio melhor", diz o slogan. Enquanto o ex-titular da pasta José Dirceu enfrenta o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, seu ex-auxiliar protagoniza uma campanha com inserção em áreas populares, apoio de chefes petistas locais e recursos financeiros que lhe permitem profissionalizar a participação na disputa.

No PT, espera-se que se eleja com votação expressiva, talvez a maior da legenda no município, o que o fortaleceria na política interna petista fluminense. "Faço campanha em todas as áreas da cidade", diz ao Estado, em rápida e tensa conversa por telefone. "Quantos anos tenho de PT? Quantos anos tenho de CUT? Tenho uma base grande", declara o petista, militante há três décadas.

Com apoios na Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras áreas, o ex-militante estudantil da tendência trotskista Liberdade e Luta, conhecida como Libelu nos anos 1980, levou sua pregação a celeiros de votos em áreas populares da cidade: Vila Aliança, Campo Grande, Vila Kennedy, Fazenda Botafogo, Conjunto Amarelinho, Rocinha.

Sua campanha é menos vista em regiões centrais. O petista busca apoio em cooperativas de vans, que concorrem com ônibus, trens e metrô nos transportes do Rio e transformaram-se em elementos importantes na política fluminense.

Um dos comandantes petistas locais, embora cauteloso sobre a possibilidade de Sereno ser o mais votado na legenda, reconhece que o ex-auxiliar de Dirceu deverá estar entre os petistas campeões de votos. O grau de influência que poderá obter dependerá de outros grupos do partido que, no Rio de Janeiro, é muito fragmentado, argumenta o dirigente.

Com boas relações no partido, o ex-chefe de gabinete da Casa Civil conseguiu para sua campanha o apoio de lideranças do PT fluminense, como o senador Lindbergh Farias, a deputada federal Benedita da Silva, o vereador e candidato a vice-prefeito Adilson Pires. Os três gravaram vídeos recomendando o voto em Sereno. "Marcelo Sereno é uma grande opção", diz o senador na gravação.

"Teremos um grande vereador, um grande articulador", exalta a deputada no anúncio. "Achamos que ele será um vereador que vai contribuir muito para a cidade do Rio de Janeiro", diz o vereador, em outra propaganda.

Em relação à coligação de 19 partidos, entre eles o PT, que apoia a reeleição de Eduardo Paes (PMDB) para a prefeitura, Sereno assumiu atitude discreta - após passar por algumas situações conflitantes com Paes durante a campanha.

Durante o escândalo do mensalão, Sereno chegou a ser investigado pela CPI dos Correios, por causa de suposta influência em fundos de pensão. Nenhuma ilegalidade, porém, foi provada e o ex-assessor de Dirceu não respondeu a nenhum processo criminal.

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