Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Aliado de Bolsonaro, Skaf vai apoiar candidatura de Márcio França em SP

Presidente da Fiesp vai se reunir com candidato do PSB no sábado para avaliar se participarão juntos de vídeo para o programa eleitoral gratuito na TV

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2020 | 18h02

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, o empresário Paulo Skaf (MDB), presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), vai apoiar a candidatura do ex-governador Márcio França (PSB) à Prefeitura de São Paulo. Os dois vão se reunir neste sábado, 7, para tomar um café e avaliam já gravar juntos um vídeo para o programa eleitoral gratuito na TV. Em 2018, Skaf disputou o governo paulista, mas não foi para o segundo turno e apoiou França contra João Doria (PSDB). O tucano venceu a eleição, mas perdeu na capital.

O apoio de Skaf também era esperado na campanha de Celso Russomanno (Republicanos), o candidato que tem o apoio formal do presidente da República. Até então ausente da disputa na capital, o presidente da Fiesp manteve um canal aberto de diálogo com o pessebista e com o deputado, mas optou por apoiar França após as pesquisas de intenção de voto indicarem o derretimento de Russomanno. 

O empresário é apontado por bolsonaristas como virtual candidato do Palácio do Planalto ao governo paulista em 2022.

Na pesquisa Datafolha divulgada ontem, Russomanno caiu 4% em relação ao levantamento anterior e apareceu com 16% das intenções de voto, em empate técnico com Guilherme Boulos (Psol) - 14% e Márcio França (PSB) 13%. A aproximação de Skaf com França tem como objetivo alavancar o ex-governador para o segundo turno contra Bruno Covas (PSDB) e tentar impedir a vitória do tucano, que fortaleceria o projeto presidencial de João Doria para 2022. 

Procurado, Skaf não quis se pronunciar, mas sua assessoria confirmou o encontro com França amanhã. A avaliação entre aliados de França é que o apoio de Skaf será uma sinalização para o eleitorado bolsonarista de que o ex-governador será o nome anti-Doria no segundo turno, mesmo sem representar o presidente da República. Mas há um inconveniente. Na segunda-feira o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vem a São Paulo para um ato político ao lado de França.  O entorno de França pode deixar para divulgar o apoio de Skaf depois disso, para evitar constrangimentos.

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