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Aliado de Alckmin, Cristovam Buarque diz que tucano não chega ao 2º turno sem aliança de centro

Ele defende união com nomes como Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Podemos) nas eleições 2018

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 22h07

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que integra a equipe que vai formular o plano de governo do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 12, ao Estadão/Broadcast não acreditar que o tucano tenha chances de chegar ao segundo turno das eleições 2018 caso não haja convergência com outras pré-candidaturas do centro, como as de Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (Podemos).

"Quem é que tem chance de chegar ao segundo turno? Pelo visto, hoje quem vai chegar ao segundo turno é o PT, o Ciro ou o Bolsonaro", disse, citando também os pré-candidatos do PDT e do PSL. "Agora esse grupo — Marina, Alckmin, Alvaro Dias — têm toda a chance de chegar ao segundo turno se estiverem unidos. Parece que não é o que vai acontecer", emendou.

Cristovam, que foi anunciado no início de maio pela campanha de Alckmin como um dos responsáveis pelo plano de Educação do tucano, é um dos signatários do manifesto "Por um Polo Democrático e Reformista", movimento liderado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a presença de outros integrantes de outros partidos e que busca sensibilizar os partidos do chamado centro político contra a ameaça de fragmentação e de um segundo turno disputado por candidaturas dos extremos.

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O movimento deve se reunir pela terceira vez neste sábado, 14, no Rio de Janeiro, já sem muita esperança de que essa aproximação aconteça. "Além de Cristovam, são esperadas de representantes do PSDB, PPS, Rede e Podemos. Em viagem ao exterior, FHC vai gravar um vídeo para ser transmitido no evento."

"Não podemos desistir, embora me pareça que a dificuldade (de união) tenha sido aumentada", disse o presidente do PPS e outro signatário do manifesto, Roberto Freire. O deputado deu como exemplo a presença de um representante da Rede na última reunião do grupo, em São Paulo, no final de junho, o que acendeu esperanças de que pudesse haver convergência. "Foi saudável, mas a Marina depois deu declarações de que não aceita unidade das forças políticas", lamentou.

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Deputado da Rede, Miro Teixeira (RJ) deve participar do encontro no Rio e disse que vai sugerir que o foco se volte para o centrão. "Já que estamos conversando e não chegando a lugar algum, porque nenhum candidato vai retirar candidatura pelo outro, poderíamos juntar a Marina, Alckmin, Alvaro Dias e Ciro Gomes, talvez, e lançar um "fora blocão"", disse. "Esses partidos estão se juntando para que nenhum eleito governe sem eles. O blocão hoje é o que há de mais nocivo na política brasileira."

 "A ideia não é isolar nenhum centrão, é evitar que tenhamos no País governado por uma direita ou uma esquerda que não têm compromisso com a democracia", reclamou Freire. "Temos só dois adversários. O Brasil não pode ficar à mercê do lulopetismo de um lado e do outro o Bolsonaro, que nunca foi um político respeitador das instituições democráticas."

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