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Algozes de ex-presidente agora enfrentam julgamento no STF

Dirceu e outros petistas que participaram do processo contra Collor hoje são julgados pelo processo do mensalão

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h02

Apelidado no Congresso de Torquemada da CPI de PC Farias, tal a contundência de suas perguntas e o rigor na investigação que levou ao impeachment de Fernando Collor em 1992, o ex-deputado José Dirceu e outros petistas que integram a lista dos algozes do ex-presidente acabaram também por se envolver em grandes escândalos posteriormente.

Além de Dirceu, outro réu do mensalão, José Genoino, foi bastante atuante, embora não fosse integrante da comissão: se valia do regimento que permitia a todos os parlamentares a participação na CPI. Ele se apresentava como "não membro militante". Costumava buscar entre os repórteres os assuntos para suas perguntas nas sessões da comissão.

Enquanto Genoino se limitava às perguntas e a ser mais assíduo do que os titulares, Dirceu tinha uma atuação intensa também fora da sala da CPI. Ele abraçava uma linha de investigação, punha todos os funcionários do gabinete para trabalhar nela e ainda acionava amigos por toda parte. Foi assim que conseguiu descobrir todos os voos feitos pelo Learjet 55 do empresário Paulo Cesar Farias, o PC, aeronave que ficou famosa pela alcunha de "Morcego Negro". Foi também por essa persistência que ganhou o apelido que é referência ao inquisidor espanhol Tomás de Torquemada (1420-1498).

Embora não parlamentar, Valdomiro Diniz, que num vídeo revelado em 2004 aparece pedindo propina ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi muito importante nas investigações que levaram ao impeachment de Collor.

Funcionário da Caixa Econômica Federal, ele foi requisitado para fazer o cruzamento das movimentações bancárias de PC. Foi ele que identificou um conjunto de fantasmas que PC usava para a emissão de cheques que pagavam despesas da Casa da Dinda, entre eles José Carlos Bonfim, que comprou uma Fiat Elba para Rosane Collor. Esse carro foi a prova que a CPI encontrou para ligar PC ao então presidente.

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