Alexandre Padilha classifica caso Vargas como 'superado'

Ministro e candidato ao governo de São Paulo prefere não comentar entrevista exclusiva que deputado federal concedeu ao Estado

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

03 de agosto de 2014 | 16h37

 O ex-ministro da Saúde e candidato ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha, não quis comentar a entrevista que o deputado federal André Vargas concedeu ao Estadão, onde afirma ter deixado o PT para não prejudicar a candidatura de Padilha, de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná e a reeleição de Dilma Rousseff. O petista classificou o assunto como "caso superado" no partido. 

"As próprias matérias que vocês fizeram que eu não tive qualquer tipo de relação, cumpri o papel que um ministro deve fazer, ao receber um projeto e encaminhar tecnicamente esse projeto que inclusive não teve sucesso. Esse é um caso absolutamente superado no PT", disse o candidato.

Padilha teve seu nome ligado ao caso por meio de diálogos que mostravam relação de André Vargas com o doleiro Alberto Youssef. A empresa Labogen, laboratório que seria apenas de fachada para lavagem de dinheiro, teria sido favorecido por Vargas dentro do Ministério da Saúde. A ligação de Vargas com Youssef teria sido revelada após o deputado pegar emprestado um jatinho que pertence ao doleiro.

Ao Estado, Vargas disse que não houve nada de ilegal na relação entre o Labogen e o Ministério da Saúde. "Eu entreguei o material deles para o ministro Padilha no meu gabinete e ele deve ter marcado uma reunião técnica. É a coisa mais normal do mundo. Encaminhei e acabou", explicou. "Não sei medir o efeito (do caso com o Labogen) na campanha de Padilha, que foi um grande ministro. Não houve nada ilegal em relação ao contrato com a Labogen", afirmou Vargas. 

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