Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Alexandre Padilha abre campanha com déficit de R$ 33 milhões

Alckmin declara exatamente o mesmo valor para receitas e despesas; já Skaf apresenta receitas de R$ 4,3 milhões e gasto de R$ 2,7 mi

VALMAR HUPSEL FILHO e RICARDO GALHARDO, O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2014 | 23h47

O petista Alexandre Padilha começou a campanha pelo governo de São Paulo com um déficit de R$ 33 milhões, o maior entre os três principais concorrentes ao governo de São Paulo. Ele informou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter arrecadado pouco mais de R$ 188 mil e empenhos da ordem de R$ 33,19 milhões. Os números são referentes à prestação de contas parcial protocolada no TRE.

O atual governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, declarou exatamente o mesmo valor para receitas e despesas: R$ 5.738.135,08. Já o candidato do PMDB, Paulo Skaf, declarou receitas de R$ 4,3 milhões e gasto de R$ 2,7 milhões.

Ao tomar conhecimento por meio de um assessor na noite de ontem, durante plenária no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campos, Padilha duvidou da veracidade dos números. Procurado pelo Estado, o candidato petista não quis se pronunciar.

O presidente estadual do PT, Emidio de Souza, disse que a campanha seguiu ao pé da letra a resolução 23.406 do Tribunal Superior Eleitoral, pela qual “os gastos da campanha efetivam-se na data da contratação”.

"Declaramos na primeira parcial o valor total de contratos altos como publicidade (R$ 25 milhões) e internet (R$ 4 milhões)", disse ele.

Segundo Emidio, o PT tem até o fim da campanha para cobrir o rombo. “Dinheiro é um problema para qualquer candidato, mas, apesar da dívida alta, a falta de dinheiro não está paralisando a campanha. É um problema de fluxo.”

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