Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Aldo Rebelo descarta alianças antes da Copa do Mundo

Pré-candidato à Presidência pelo Solidariedade disse que o 'plano B' do partido é dobrar os esforços para consolidar a candidatura

Kleber Nunes , O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 17h12

RECIFE- Pré-candidato à Presidência pelo Solidariedade, o ex-ministro Aldo Rebelo descarta a possibilidade de alianças neste momento. Para ele, todas as pré-candidaturas estão oscilando e é preciso aproveitar este período de pré-campanha para consolidá-las.

“Primeiro nós vamos saber quem vai ganhar a Copa (do Mundo) e só depois disso saibamos quais as candidaturas que estarão consolidadas e, portanto, as alianças que poderão ser feitas para o primeiro e segundo turno”, disse Rebelo nesta sexta-feira, 8, durante visita ao Recife.

De acordo com o pré-candidato, o "plano B" do Solidariedade é dobrar os esforços para consolidar a candidatura.

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Rebelo cumpre agenda em Pernambuco desde quinta-feira, 7, com lideranças políticas e sindicatos. O Estado tem três prefeitos, quatro vice-prefeitos, dois deputados federais e um estadual do Solidariedade.

Nesta sexta-feira, Rebelo almoçou com o governador Paulo Câmara (PSB), de quem seu partido é aliado. Segundo o ex-ministro, foram discutidos temas nacionais, da segurança pública à economia.

“O consenso de todos os pré-candidatos e partidos deve ser a ideia de que o País precisa voltar a crescer, retomando os investimento privado e público e é o papel do Estado como instrumento de fomento de crédito de longo prazo para os investimentos”, declarou.

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Dos possíveis concorrentes, Rebelo falou que torce para que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso pela Operação Lava Jato, a quem diz ter “dois deveres de gratidão e de lealdade”, consiga reverter sua situação. Lula está preso desde o início de abril após condenação a 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex. “Claro que tenho críticas ao ex-presidente, mas não escolheria este momento porque ele não pode se defender. Eu devo me concentrar na pré-disputa à presidência”, disse.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Jornal, Rebelo declarou que a esquerda brasileira “regrediu para o século 19”. Ex-integrante do PCdoB, onde militou por 40 anos, o pré-candidato disse que “trocaram as bandeiras nacionalistas por pautas identitárias, do politicamente correto."

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