Alckmin vai a Dilma por verba para o Metrô

A exemplo do prefeito Fernando Haddad (PT-SP), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que irá esta semana a Brasília pleitear recursos para o sistema de transporte público do Estado, especialmente o Metrô.

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2013 | 02h07

Alckmin espera obter do governo federal recursos para prolongar em 3,7 quilômetros a Linha 5-Lilás do Metrô, até o Jardim Ângela, zona sul da capital. O prolongamento terá três estações e beneficiará cerca de 900 mil pessoas por dia, segundo a Cia. do Metrô. Custará cerca de R$ 2 bilhões, mas ainda não está claro se o repasse federal virá na forma de investimento ou de fundo perdido. "Se não puder ser a fundo perdido, pode ser também financiamento".

O governador viaja sob pressão de uma queda de 14 pontos na popularidade, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no domingo. Os número0s revelam que caiu de 52% para 38% a sua avaliação de ótimo ou bom. A explicação de Alckmin é a "insatisfação" da população com os governantes.

Humildade. "É uma insatisfação com a representação política. Cabe a todos nós ter a humildade de ouvir e compreender essa manifestação e de agir. Não é fazer discurso, é trabalhar, é governar, é cortar gastos, é aumentar investimento, é melhorar a eficiência do gasto público", disse Alckmin.

Os entrevistados que veem sua gestão como ruim ou péssima subiram de 15% para 20%. Sua nota média caiu de 6,3 para 5,7. As comparações são sobre dois períodos: 6 e 7 de junho, ocasião do primeiro protesto contra tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, e 27 e 28 de junho, quando as manifestações já se haviam espalhado pelas ruas de todo o País.

O tucano afirmou ainda, em visita a uma obra do metrô, que no encontro da semana passada com Dilma foi informado de que há R$ 50 bilhões disponíveis para mobilidade urbana. Outras obras de transportes para as quais Alckmin planeja obter dinheiro federal são o corredor noroeste de Campinas, de ônibus de responsabilidade da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), e a reforma de 30 estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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