Alckmin também adere à campanha de Kassab

Adversários no primeiro turno, os dois fizeram sua primeira aparição pública juntos, na manhã desta terça-feira

Carolina Freitas, da Agência Estado

14 de outubro de 2008 | 13h45

O ex-governador Geraldo Alckmin aderiu nesta terça-feira, 14,  à campanha do prefeito e candidato do DEM à Prefeitura de S.Paulo,  Gilberto Kassab (DEM). Adversários no primeiro turno, os dois fizeram sua primeira aparição pública juntos, na manhã desta terça-feira, no centro da Capital. O encontro dos dois começou com um forte abraço, aplaudido por correligionários do DEM e do PSDB, em um café em frente ao Mosteiro de São Bento, no Centro da Capital. Mal Alckmin chegou ao local, cabos eleitorais de Kassab já colaram nele um adesivo do candidato. Mais tarde, foi a vez do próprio Kassab colar outro adesivo no peito do ex-governador.   Veja também: Enquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos   Eles conversaram e tomaram um café pago por Alckmin. "O governador já começou bem, contribuindo com a campanha e pagando o café", brincou Kassab.   Apesar das farpas trocadas no primeiro turno, os dois hoje se esforçaram para não demonstrar qualquer ressentimento e lembraram que têm em comum o PT como adversário. "O segundo turno é uma segunda eleição", afirmou Alckmin. "Tem que se fazer uma segunda opção. Eu sempre disse que tínhamos um adversário em comum, o PT". Kassab atribuiu as críticas trocadas com o tucano no primeiro turno ao "calor da campanha". "O calor da campanha sempre envolve e cria clima para a apresentação de críticas", justificou o prefeito.   Alckmin e Kassab seguiram no carro do democrata para uma vistoria ao Expresso Tiradentes, também na região central. Kassab agradeceu o apoio do tucano e voltou a frisar que se Alckmin tivesse ido para o segundo turno, seria dele o seu apoio. "Estaria aqui dando apoio com a mesma participação e alegria do ex-governador." O prefeito lembrou ainda a parceria administrativa que manteve com o PSDB, mesmo depois do início do período eleitoral. "Sempre caminhamos juntos. No primeiro turno, não caminhamos. Mas, nesse segundo turno, essa é uma aliança muito natural, muito explicável para a sociedade."   Sempre sorrindo, Alckmin se forçou para esclarecer sua concordância com a decisão do PSDB de apoiar Kassab. "Trago meu apoio pessoal com satisfação e absoluta confiança de que ele pode fazer um bom trabalho neste novo mandato", disse Alckmin. O tucano, que no primeiro turno chegou a acusar Kassab de dissimulado, hoje classificou a crítica como parte de "um debate político, administrativo, com respeito às pessoas".   O tucano aproveitou a oportunidade para criticar a estratégia de campanha da candidata do PT, Marta Suplicy, de questionar aspectos da vida pessoal de Kassab. "Discutir se a pessoa é solteira, casada ou separada não tem nada a ver com processo eleitoral", afirmou o ex-governador.   Kassab retrucou a justificativa de Marta, que atribuiu  a responsabilidade por sua propaganda unicamente ao marqueteiro. "Na minha campanha, sou responsável pelo que acontece. Quem comanda é o candidato", alfinetou o prefeito.

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