Alckmin sobe o tom e diz que Kassab não tem a ver com PSDB

Tucano classificou de oportunista tentativa do prefeito de colar sua imagem no PSDB, na figura do governador

da Agência Estado

16 de setembro de 2008 | 16h59

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, aumentou o tom das críticas e classificou de oportunista a tentativa do prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, de colar sua imagem no PSDB, na figura do governador do Estado, o tucano José Serra. "Kassab não tem nada a ver com o PSDB", alfinetou Alckmin, lembrando que ele apoiou os ex-prefeitos Celso Pitta e Paulo Maluf no passado. E os ataques não pararam por aí, Alckmin aproveitou para criticar também os tucanos kassabistas que apóiam a reeleição do atual prefeito, destacando: "É mero oportunismo de ambos os lados."   Veja Também:   Especial: Perfil dos candidatos  Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado' Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Após fazer caminhada na tarde de hoje, no bairro da Barra Funda, zona oeste da Capital, Alckmin foi questionado se não sentia algum constrangimento por ter perdido para Gilberto Kassab o apoio de tucanos que ajudaram a fundar o PSDB. Em resposta, o candidato tucano fez um trocadilho: "Só se for afundar (o partido). Fundar não".   Alckmin, no entanto, evitou falar sobre a eventual expulsão dos kassabistas da legenda. Ele afirmou que depois das eleições não fará nada além de "ignorá-los". "Se as pessoas agem independentemente de decisão partidária, não precisa ter partido. Eles não têm o menor compromisso com o PSDB. Eles têm compromisso com o poder", emendou.   Durante a caminhada no bairro da Barra Funda, Alckmin foi questionado por eleitores. O balconista de uma farmácia chegou a aconselhar Alckmin: "Não demore muito para sair para presidente, a Prefeitura é mole". O vendedor ambulante Amadeu Filho, de 38 anos, perguntou ao candidato se ele ficaria mesmo os quatro anos na Prefeitura. Alckmin disse que sim, mas ele não acreditou.    "Depois de Serra ter saído, é capaz de ele (Alckmin) nos deixar com Campos Machado (vice na chapa tucana)", disse Amadeu. O candidato a vereador Gil Santos (PTB), da coligação de Alckmin, que acompanhava a caminhada, se apressou em responder ao ambulante: "A Marta (adversária do PT, Marta Suplicy) também vai sair para presidente."

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