Alckmin responde a Skaf e critica lei 'frouxa' em segurança

Após candidato do PMDB dizer que falta 'tesão' a tucano, governador relembra na propaganda eleitoral os governos do partido adversário no Estado e afirma que 'não vale a pena ver de novo'

Lilian Venturini, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2014 | 14h01

São Paulo - Ao relembrar os dois governos do PMDB no comando do Estado, a campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que "tem coisa que não vale a pena ver de novo", em seu programa eleitoral no rádio da tarde desta sexta-feira, 22. Os ataques são veiculados dois dias depois de seu adversário Paulo Skaf (PMDN) dizer, também no horário eleitoral, que faltava "tesão" no estilo de governar do tucano.

Já no início do programa tucano, o locutor afirma que a segurança no Estado estava ruim quando "o PMDB de Skaf" esteve à frente do Palácio dos Bandeirantes, em referência às gestões de Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho, que governaram São Paulo entre 1987 e 1995. "O PMDB de Skaf, quando governou o Estado de São Paulo, a violência corria solta", disse o locutor. "Tem coisa que não vale a pena ver de novo", finalizava o texto.

Após isso, o programa de Alckmin destacou ações de sua gestão no combate à criminalidade e sua defesa pelo projeto de lei que prevê penas mais duras a menores infratores. "Nós não pudemos mais aceitar que nossas polícias prendam e a lei atual, que é frouxa, solte. É preciso acabar com a impunidade, que deseduca." Apenas os trechos sobre os investimentos feitos em segurança pública, sem os ataques a Skaf, foram repetidos na propaganda na TV

Na estreia do horário eleitoral na TV, na quarta-feira, 20, Skaf afirmou que Alckmin não enfrentava os problemas do Estado "com tesão" e que seu estilo de governo era "meio frio" e "meio distante". O tucano por sua vez, disse que para governar o Estado precisava currículo e não bastava "boa intenção", em provocação aos rivais Skaf e Alexandre Padilha (PT), que nunca exerceram cargos públicos eletivos.

Nesta sexta, Skaf usou os programas no rádio e na TV para rebater a ideia de que é inexperiente. "Acho engraçado quando falam em experiência, quando a experiência que eles têm não é boa", afirmou. O candidato do PMDB repetiu na TV o programa de rádio, em que destacou sua experiência no comando da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Sesi e do Senai.

Alexandre Padilha (PT) também dedicou espaço para seu currículo, em espaço para sua gestão no Ministério da Saúde, quando criou o programa Mais Médicos. O petista, no entanto, priorizou as críticas à qualidade dos serviços públicos oferecidos no Estado. A campanha colocou imagens do metrô lotado e declarações de populares com queixas de falta de água, falta de professor na rede pública e relatos de assalto. "Ninguém pode se confirmar que o governo do Estado não consegue transformar essa riqueza numa vida melhor", disse Padilha.

O candidato ainda fez menções às denúncias de formação de cartel no setor metroferroviário. "[É preciso] combater e não esconder a corrupção para não atrasar mais as obras do Metrô", afirmou.

A propaganda trouxe mais uma vez a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, ao final, apresentou Padilha como o "candidato do Lula e da Dilma". A campanha petista foi a única até o momento a mencionar os candidatos à Presidência.

Os demais candidatos também repetiram os programas exibidos no rádio.

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