Alckmin repete que é cedo para ter candidato

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que ainda é "muito cedo" para definir os nomes de seu partido para a candidatura à Presidência no ano que vem. A afirmação foi feita após Alckmin ser questionado sobre a pré-candidatura do tucano mineiro Aécio Neves.

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2013 | 02h10

"Esse ano os pré-candidatos devem ouvir a população, percorrer o Brasil e discutir os temas do País. A definição de candidato não precisa ser agora", afirmou o governador. É um posicionamento diferente do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que já defenderam abertamente a candidatura do mineiro.

As declarações foram dadas durante visita a um dos canteiros de obra do Metrô na zona sul. Além de falar que o momento não é esse, Alckmin fez elogios a José Serra, candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo que ainda aspira à Presidência da República. O governador disse que há espaço para acomodar Serra no secretariado paulista. "Serra é um grande nome. É um dos melhores quadros da política brasileira. Ele não demonstrou interesse mas, se demonstrar, é um grande nome, grande quadro."

'Pontual'. O governador, entretanto, negou que esteja em curso uma reforma em São Paulo para atender os partidos aliados e garantir apoio em 2014. "Não existe reforma do secretariado, existe mudanças pontuais."

Em seguida, ele justificou pontualmente cada uma da cinco pastas que tiveram troca de comando nos últimos três meses. "O secretário da Segurança Pública, nos já fizemos a substituição. O da Casa Civil foi eleito para o Tribunal de Contas do Estado, então já assumiu o Edson Aparecido (ex-secretário de Desenvolvimento Metropolitano). O secretário de Esportes foi para Barueri e o de Ciência e Tecnologia se elegeu prefeito de Santos, então são quatro ou cinco secretarias. Não temos pressa de mudança. Vamos fazendo à medida que haja necessidade."

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