Alckmin pede esforço para melhorar campanha em SP

Empenho começa em jantar organizado pelo diretório do partido para reforçar o apoio de caciques tucanos

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

09 de setembro de 2008 | 14h53

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, admitiu nesta terça-feira, 9,  que vai se esforçar para melhorar sua campanha na rua e na televisão. O empenho começa amanhã, em jantar organizado pelo diretório municipal do partido para reforçar o apoio de caciques tucanos à candidatura de Alckmin e arrecadar recursos. Segundo o candidato, serão distribuídas tarefas de campanha aos correligionários. "É um encontro de companheiros para que a gente avance. Vamos procurar que o PSDB todo entre na campanha."   Veja Também:   Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubroCom perda de 10 pontos de julho até a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada sábado, o candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) admitiu: "Vamos procurar melhorar o máximo, fazer um esforço na área de comunicação e um esforço na rua". As intenções de voto no tucano caíram de 32% para 22% desde julho. Segundo o levantamento do Datafolha, ele está tecnicamente empatado com o atual prefeito e candidato à reeleição pela coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), Gilberto Kassab (18%), e 18 pontos atrás da líder Marta Suplicy, do PT (40%).A 27 dias das eleições, Alckmin enfrenta críticas dentro do próprio partido para tornar mais convincente seu programa de TV do horário eleitoral gratuito. Haveria pressões até pela saída do marqueteiro Lucas Pacheco - possibilidade rebatida hoje pelo candidato, em evento da Federação Paulista de Futebol, na zona norte da cidade. "Não tem nenhuma procedência. O Lucas Pacheco está se esforçando, fazendo um bom trabalho."Sem assumir equívocos em sua campanha, o candidato resumiu o problema à duração de seu programa eleitoral. "Temos uma dificuldade na TV. Nosso tempo é menor que o dos concorrentes. Mas também sou bastante conhecido em São Paulo", afirmou. O tucano esforçou-se em mostrar confiança. "Temos todas as condições de ir para o segundo turno e vencer as eleições." MetrôAlckmin questionou hoje as promessas da candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSBdo) à Prefeitura, Marta Suplicy, de construir 63,1 quilômetros de metrô até 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo. Com planos bem mais modestos, de colocar em operação os 12,8 km da Linha-4 Amarela até 2012, Alckmin subiu o tom das críticas."Sessenta quilômetros de metrô até 2014 baseados em quê?", questionou. "Ela suprime uma linha importante (Linha-6 Laranja), cria uma linha superposta e o governo federal manda uma proposta orçamentária para o Congresso com zero de recursos para o metrô de São Paulo. O discurso não está batendo com a prática."

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