Alckmin minimiza tom de crítica a Kassab

Nesta sexta-feira, Alckmin acusou Kassab de ter dado 'golpe' para sair como vice de Serra em 2004

Carolina Ruhman, da Agência Estado

19 de setembro de 2008 | 17h51

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, não acredita que suas fortes críticas ao adversário e atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), possam atrapalhar uma aliança entre os dois partidos em um eventual segundo turno contra a petista Marta Suplicy. Nesta sexta-feira, 19, Alckmin acusou Kassab de ter dado um "golpe" para sair como candidato a vice de José Serra (PSDB) na eleição municipal de 2004. "Eu não vejo nenhum problema (no tom das acusações)", afirmou. "Aliança se faz em torno do interesse público, proposta, e programa. Isso que é importante", avaliou, à tarde. Veja Também: Especial: Perfil dos candidatos Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro Entretanto, Alckmin fez questão de ressaltar que PSDB e DEM são com vida própria. Para o tucano, é "natural" que em uma eleição partidos sem candidatos façam alianças em torno de um candidato. "Toda eleição tem candidato no primeiro e no segundo turno. É natural. Aliás, acho legítimo que o DEM queira ter candidato e trabalhe pelo seu candidato. Não vejo problema nisso." Alckmin ressaltou que a formação de alianças segue a "lógica" do segundo turno. "Se ninguém tiver maioria absoluta no primeiro turno, você constrói essa maioria no segundo turno." O tucano fez uma breve caminhada pela bairro de Higienópolis, no centro da cidade, após participar de almoço no Rotary Club. Ele caminhou, tomou café em duas padarias e foi saudado com diversas manifestações de apoio.

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