Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Alckmin minimiza resultado de pesquisas e enaltece alianças por tempo de rádio e TV

Presidenciável do PSDB reafirmou que campanha eleitoral não começou e disse que sua sigla já tem alianças com pelo menos outros cinco partidos

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 11h34

BRASÍLIA - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, minimizou mais uma vez, nesta quarta-feira, 4 os resultados das pesquisas eleitorais. Diante de representantes da indústria, o tucano tentou mostrar otimismo e procurou enaltecer suas alianças partidárias, que devem garantir maior tempo em propaganda de rádio e televisão durante a campanha eleitoral. O evento é promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, e tem como objetivo apresentar aos presidenciáveis propostas do setor para as eleições 2018.  

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O desempenho de Alckmin nas pesquisas eleitorais tem incomodado parte do tucanato. Levantamento Ibope divulgado semana passada indica o tucano com 6% das intenções de voto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvacondenado e preso pela Operação Lava Jato, e com apenas 4% no pesquisa com petista.

"Vou ganhar a eleição para mudar esse País. A eleição só vai começar depois do horário de rádio e televisão, aí sim o voto se define", disse. "Não tenho menor preocupação neste momento com (resultado) de pesquisa eleitoral. A campanha não começou. Nenhum pré-candidato tem (aliança) com dois partidos. Nós já temos (acordo) bem encaminhado com cinco partidos, o que nos dá 20% do tempo de rádio e televisão", destacou. 

O pré-candidato do PSDB também criticou, sem fazer referências diretas, o que chamou de "novo" na política. "Todo mundo quer o novo (na política). O novo é a idade? É nunca ter disputado uma eleição? Não ter nenhuma experiência? O novo no Brasil é defender o interesse coletivo. Quero ser presidente para mudar para recuperar o coletivo", afirmou.

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Economia

Em relação às propostas econômicas de seu programa de governo, Alckmin citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao defender uma redução no imposto de renda para pessoa jurídica. "Vou reduzir o imposto de renda da pessoa jurídica. Veja que nos EUA o presidente Trump reduziu o imposto corporativo. Temos de estimular novos investimentos. Venha para cá. Para investir. Quem vai se beneficiar com isso é a dona Maria e o seu José, com preços mais baixos", defendeu.

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Alckmin também criticou o momento protecionista do mercado internacional, dizendo que irá defender o produto brasileiro por "terra, mar e ar". "Vamos defender o produto brasileiro num momento em que o mundo está tendo um momento protecionista equivocado. Pretendo também abrir uma negociação com o TPP (Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica), com os 11 países", disse.

Reformas

O pré-candidato tucano voltou a dizer que irá aproveitar os seis primeiros meses para fazer todas as reformas necessárias para recuperar a situação fiscal do País. "Fomos buscar os melhores economistas da academia e do setor produtivo para fazermos as reformas. O Brasil tem tudo para se recuperar com uma boa agenda de reformas. Nós vamos fazer uma grande reforma do Estado, reduzindo seu tamanho", enfatizou antes de citar ainda a reforma tributária como uma de suas prioridades. "Temos um verdadeiro manicômio tributário, este País é o paraíso dos tributaristas".

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O evento tem a participação da pré-candidata da Rede, Marina Silva, de Jair Bolsonaro, do PSL, de Henrique Meirelles, do MDB, de Ciro Gomes, do PDT e de Alvaro Dias, do Podemos. 

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