Alckmin minimiza importância de apoio do DEM no 2º turno

Tucano e Kassab travam uma disputa acirrada por uma vaga no segundo turno contra a petista Marta Suplicy

Carolina Freitas, da Agência Estado

30 de setembro de 2008 | 14h30

Em meio ao embate entre os ex-aliados PSDB e DEM, o candidato tucano à Prefeitura, Geraldo Alckmin, minimizou nesta terça-feira, 30,  a importância do apoio do DEM para enfrentar a petista Marta Suplicy caso vá para o segundo turno dessas eleições. "O eleitor é livre. Não há comando de voto no 2º turno", afirmou, depois de participar das comemorações do Ano Novo Judaico, na Hebraica, região central da Capital. Questionado sobre a importância de estar junto ao DEM, limitou-se a dizer que "todos os partidos e eleitores são importantes".   Veja também: Contra Marta, PSDB admite apoiar Kassab no 2º turno     Alckmin e Kassab polarizam debate por 2º turno com Marta Blog: Leia os principais pontos do debate na Rede Record  Galeria de fotos dos candidatos no debate  Ibope: Confira os números da pesquisa  Análise: Marqueteiro aponta polarização na reta final da disputa em São Paulo  Enquete: Quem ganha com a briga dos dois?  Perfil dos candidatos de SP    Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo DEM, travam uma disputa acirrada por uma vaga no 2º turno contra Marta, líder nas pesquisas de intenção de voto. Nos bastidores, a cúpula dos dois partidos já costura uma aliança, considerando Kassab como o provável adversário da petista. Alckmin, no entanto negou as negociações. "Não tenho nenhuma informação a esse respeito."   O tucano sequer cogita a possibilidade de Kassab ir para o 2º turno em seu lugar. Indagado se apoiaria o democrata nessa situação, tergiversou: "Nós vamos receber, se Deus quiser, o apoio de todos." E voltou a apostar na tradição anti-PT de seu partido. "Já vencemos o PT em São Paulo em 2002 (Alckmin para governador), 2004 (José Serra para prefeito) e 2006 (Alckmin para presidente)."   Alckmin desmentiu os boatos de que poderia deixar o PSDB caso saísse derrotado dessas eleições. "Não tem a menor procedência. Nenhuma, nenhuma", frisou. "Sou fundador do partido." As especulações surgiram à medida que se acirrou a disputa entre ele e Kassab - provocando um racha no PSDB. Parte dos tucanos preferiu apoiar Kassab, por entender que a gestão do democrata preservava o projeto tucano na Capital, iniciado por Serra.   Ano Novo   Alckmin participou no final da manhã das comemorações do Rosh Hashaná, o Ano Novo Judaico, na Hebraica. Meia hora antes esteve no mesmo local o o adversário Gilberto Kassab. De kipá sobre a cabeça, Alckmin visitou três sinagogas. Ele sentou-se à frente do público e ouviu as orações, sem fazer discurso. Ao entrar e sair das sinagogas, cumprimentou fiéis desejando-lhes "Shana Tová", que significa "Bom ano" em hebraico. Católico, Alckmin aproveitou a oportunidade para homenagear os eleitores judeus. "Somos todos filhos de Abrahão", explicou.

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