Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Alckmin: 'Em 2006, pesquisas davam que não teria 2º turno, não pegaram virada do eleitor'

Em entrevista, candidato do PSDB afirmou que pesquisas nem sempre captam movimentos na reta final da campanha

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 11h13

SÃO PAULO - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, reiterou nesta segunda-feira, 24, estar confiante de que chegará ao segundo turno e que a virada dos votos se dará nos últimos momentos. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o tucano disse que alguns eleitores declaram, hoje, voto em Jair Bolsonaro (PSL) porque imaginam que ele possa derrotar o PT, mas que isso não deve ocorrer por causa de sua grande rejeição.

"Em todas as últimas eleições, as mudanças maiores foram no final. A população foi amadurecendo e a mudança ocorreu", disse Alckmin, que deu como exemplos a eleição de 2014, em que Aécio Neves, o então candidato do seu partido, superou Marina Silva, então no PSB, a menos de dez dias de sua eleição, e também a disputa de 2006, quando chegou ao segundo turno contra o ex-presidente Lula, que então buscava o segundo mandato.

"Em 2006, nas últimas pesquisas, parecia que não ia ter segundo turno. Em uma, o Lula tinha 21 pontos na minha frente, na outra 19 pontos. Quando abriu a urna, tinha 7 pontos", relembrou Alckmin. "Às vezes, até os institutos de pesquisas não pegam essa última virada."

Alckmin fez nova pregação do voto útil contra o PT, lembrando da forte rejeição de Bolsonaro. "Alguns, até com boas intenções, pensam em votar no Bolsonaro para evitar o PT. O problema é que o Bolsonaro não dá conta do PT. Precisamos sim evitar a volta do PT, já vimos o que aconteceu na eleição da Dilma. Só que o caminho não é o Bolsonaro. Segundo turno é rejeição. A rejeição de Bolsonaro é absurda", disse.

Na entrevista, o ex-governador também foi questionado sobre o medo de ser "cristianizado" por aliados, que já estariam pulando fora de sua candidatura. Em resposta, disse que isso só é possível graças ao grande número de partidos existentes hoje e que é preciso fazer uma reforma política.

Alckmin disse ainda que essa infidelidade não ocorre somente contra ele. "Também recebo apoio de pessoas que não estão na minha coligação. O governador de Santa Catarina (Eduardo Moreira) me apoia e é do MDB. Fizemos campanha em Criciúma, Santa Catarina", notou. "Esse não chamou o Meirelles", emendou, depois de provocado por um dos entrevistadores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.