Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Alckmin: É possível fazer alianças com partidos que já têm pré-candidatos

Ex-governador paulista não citou nomes, mas disse ser natural que o número de candidaturas diminua nos próximos meses

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2018 | 19h48

SÃO PAULO - Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin defendeu nesta segunda-feira, 23, um "afunilamento" das candidaturas de centro diante do excesso de partidos que já anunciaram pré-candidaturas à sucessão presidencial.

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O tucano adiantou ser possível uma aproximação do PSDB a partidos que já lançaram nomes à corrida pelo Palácio do Planalto, mas não quis citar siglas que poderiam se aliar à sua candidatura. 

"Não vou citar partidos porque essas questões não dependem de nós, dependem dos partidos. Mas acho que é possível, sim", disse Alckmin, ao responder se poderia se aproximar de partidos que são hoje concorrentes pela sucessão do presidente Michel Temer (MDB).

"É natural que se reduza o número de candidaturas, que se busque entendimento em torno de um projeto para o Brasil. Não vamos decidir só os próximos quatro anos, podemos estar decidindo o futuro de uma geração. O Brasil está numa encruzilhada que é importante", acrescentou o ex-governador.

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Alckmin fez o comentário após considerar, durante reunião com dirigentes da FecomercioSP, que a disputa pela Presidência está muito "fragmentada". "Contei na semana passada 22 pré-candidatos. A população fica até confusa. Tem que reduzir um pouco. Claro que estamos no começo, mas acho que até maio ou junho, a gente precisa fazer esforço mais ao centro para afunilar", declarou.

Segundo o ex-governador, a televisão terá grande peso numa campanha de apenas 45 dias e para ter mais espaço no horário eleitoral transmitido por essa mídia, sua candidatura fechou alianças com cinco de um total de sete partidos pretendidos. Os nomes das siglas também não fora revelados.

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O ex-governador também destacou as alianças regionais para avançar onde o PSDB tem poucas intenções de votos. "Vamos ter os melhores palanques do Brasil, dede o Rio Grande do Sul até Roraima. Estamos montando os melhores palanques em termos de governadores", assinalou Alckmin, que fará uma caravana pelo Brasil em busca de votos.

Ele acrescentou que acabou de fechar o apoio em Minas Gerais, com o senador Antonio Anastasia, e que está trabalhando numa aliança no Rio de Janeiro. Sobre o Nordeste, apontou que o PT não é mais unanimidade na região e que o ex-presidente Lula não será candidato. Alckmin também disse que tem uma "avenida" para crescer nas pesquisas ao comentar os resultados de levantamentos recentes que indicam entre 6% e 8% as intenções de votos no candidato do PSDB.

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"Temos 28% a mais que poderiam votar. Temos aí uma avenida para poder crescer e passar de dois dígitos. Não vamos achar que isso vai acontecer no curto prazo", disse Alckmin, emendando que, como a campanha ainda não começou, não conta com os meios de comunicação pelos quais poderá levar sua mensagem aos eleitores.

O ex-governador também minimizou as chances de um candidato de fora da politica tradicional sair vencedor das eleições de outubro. "Numa campanha de 45 dias, o novo vai ter dificuldade até para ficar conhecido".

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