Alckmin e Kassab cortejam PSB em Congresso Estadual

Em meio às articulações que envolvem as eleições municipais de 2012, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD), foram ontem ao 9.º Congresso Estadual do PSB prestigiar o evento e os líderes da legenda. Tanto os tucanos quanto a nova sigla veem os socialistas como potenciais aliados na disputa do próximo ano, em especial na capital paulista.

FERNANDO GALLO, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2011 | 03h05

Nas eleições de 2010, o PSB foi um dos partidos que mais aumentaram suas bancadas e, consequentemente, a fatia a que tem direito no programa eleitoral. Tanto Alckmin quanto Kassab estão de olho no tempo de TV da legenda presidida pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Alckmin e Kassab sentaram cada um de um lado de Campos durante os discursos. Ambos fizeram elogios ao pernambucano, cada um à sua moda. Kassab, que se aproximou fortemente de Campos nos últimos tempos e foi um dos principais aliados na eleição da mãe do governador, Ana Arraes, ao Tribunal de Contas da União (TCU), fez até uma menção indireta à possibilidade de Campos ser candidato à Presidência. "Tenho certeza que vocês estão preparando uma liderança não só para Pernambuco, para o Nordeste, mas para o Brasil", disse o prefeito à plateia.

Alckmin, por sua vez, lembrou que há alguns meses esteve com Campos em um evento na Colômbia e disse recordar-se de uma palestra do governador de Pernambuco sobre a administração do Estado. "Modernidade, boa gestão, correta aplicação do dinheiro público, desenvolvimento", elencou o tucano.

De público, os três negaram estar discutindo alianças para as eleições de 2012. Campos classificou as presenças de Alckmin e Kassab como "cortesia política de dois amigos". Sobre alianças, afirmou: "Esse debate vai crescer a partir do próximo ano".

As tratativas com o PSB, no entanto, dependerão dos acertos entre Alckmin e Kassab. O prefeito, que meses atrás chegou a dizer que o tucano foi um dos que se manifestaram contra a criação do PSD, passou a fazer gestos de reaproximação. O governador devolveu a gentileza e admitiu que PSDB e PSD podem estar juntos nas eleições municipais para a capital paulista.

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