Alckmin e Kassab brigam por vaga no 2º turno

Em horário eleitoral na TV, candidatos do PSDB e do DEM afirmam ser os únicos capazes de vencer Marta

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

29 de setembro de 2008 | 14h40

Os candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do DEM, o atual prefeito  Gilberto Kassab, disputaram hoje, no horário eleitoral gratuito na televisão, a vaga disponível no segundo turno das eleições municipais. Ambos reivindicaram o posto de único candidato capaz de vencer Marta Suplicy, da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), na última fase da disputa. Veja também: Contra Marta, PSDB admite apoiar Kassab no 2º turno     Alckmin e Kassab polarizam debate por 2º turno com Marta Blog: Leia os principais pontos do debate na Rede Record  Galeria de fotos dos candidatos no debate  Ibope: Confira os números da pesquisa  Análise: Marqueteiro aponta polarização na reta final da disputa em São Paulo  Enquete: Quem ganha com a briga dos dois?  Perfil dos candidatos de SP  Kassab destacou em seu programa as duas pesquisas de intenção de voto divulgadas neste final de semana, que indica vantagem sobre Alckmin. Segundo o Ibope, ele está com 25% e Alckmin, com 20%. "Kassab cresce nas pesquisas e põe um pé no segundo turno", disse o locutor. "Com o Geraldo parado nas pesquisas, só o Kassab pode derrotar a Marta." Em seu programa, o prefeito exibiu uma vinheta na qual "ensina" o eleitor a votar nele, chamando atenção para o seu número, o 25.Já o programa de Alckmin mostrou uma série de depoimentos nos quais as pessoas afirmaram que ele é a "única pessoa que vai conseguir derrotar o PT". Depois, foi a vez do próprio tucano, da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), afirmar que está "preparado" para vencer e governar a cidade. Alckmin também fez questão de enfatizar que é o candidato do PSDB, distanciando Kassab - "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) - de seu partido. "Nessa reta final de campanha é muito importante que você compare. Eu represento o jeito PSDB de governar. Nós já derrotamos o PT em São Paulo várias vezes e podemos impedir novamente que o governo irresponsável do PT volte a comandar a cidade", disse.Alckmin aproveitou ainda para voltar a chamar atenção da relação entre Kassab e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), que está na base de apoio do democrata. Sem citar Quércia nominalmente, o tucano afirmou que não tem "acordo de troca de tempo na TV como outros candidatos". "Acordo com políticos que já foram reprovados pela população e que agora vão querer influir na Prefeitura", disse. Em seguida, mostrou um depoimento de uma senhora dizendo que "se o Kassab for eleito, ele não vai sozinho, ele vai levar o Quércia".Kassab continuou a ignorar as farpas de Alckmin e centrou seus ataques em Marta. Ele afirmou em seu programa ter "acabado com as escolas de lata deixadas pela Marta" e disse que seus Centros Educacionais Unificados (CEUs) têm o espaço melhor distribuído do que os de sua adversária petista. Kassab aproveitou ainda para enfatizar sua parceria com o governador José Serra (PSDB), de quem foi vice no início do mandato na Prefeitura.Fora da briga Já Marta evitou entrar na polarização e manteve uma linha mais propositiva em seu programa. Ela apresentou seus projetos para a área de moradia e acusou a atual gestão de pensar pequeno. Marta voltou a atacar Kassab de forma indireta ao falar sobre sua proposta de revitalização do centro. Ela disse ter um "grande projeto" para a região quando foi prefeita (2001-2004), mas afirmou que "tudo foi interrompido quando deixamos a Prefeitura".O candidato do PP, Paulo Maluf, destacou em seu programa o debate de ontem na TV Record, e um locutor disse que ele "detonou os adversários". Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), exibiu uma declaração de apoio de Heloísa Helena, presidente do PSOL, e depois pediu para o eleitor "não definir seu voto pelas pesquisas".Edmilson Costa, do PCB, ignorou a disputa municipal e falou sobre a crise financeira nos Estados Unidos. "A crise chegou ao coração do sistema capitalista e derrubou todos os mitos neoliberais", afirmou. Anaí Caproni, do PCO, atacou a "privatização" da saúde e a "dilapidação do patrimônio da cidade". Renato Reichmann, do PMN, falou sobre a falta de vagas em creches e prometeu estruturar unidades pequenas para poucas crianças para resolver o problema.Já o candidato da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), Ciro Moura, voltou a falar sobre seu projeto para a saúde, o Plus, "Plano Municipal de Saúde de Livre Escolha". Soninha Francine (PPS) dirigiu sua fala aos indecisos e pediu o seu voto. E Levy Fidélix (PRTB) voltou a atacar o "caos no transporte e no trânsito" e prometeu criar o aerotrem.

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