WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Alckmin e Doria participam juntos de reunião em igreja evangélica

Tucanos foram recebidos na manhã desta quinta-feira, 23, na sede da Igreja Mundial do Poder de Deus

Adriana Ferraz, Marcelo Osakabe e Talita Nascimento, O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2018 | 11h17

O presidencial tucano nas eleições 2018Geraldo Alckmin, participou na manhã desta quinta-feira, 23, de uma reunião com pastores paulistas da Igreja Mundial do Poder de Deus. Ele estava acompanhado do candidato ao governo de São Paulo de seu partido, João Doria. O evento foi fechado à imprensa e, de acordo com religiosos ouvidos pelo Estado, a presença dos políticos não foi informada previamente na convocação enviada aos pastores.

Ao Estado, Alckmin classificou como "boa" a reunião com os pastores, com "muitas orações". Em seguida, quando questionado se havia recebido apoio oficial da Igreja e de Santiago, disse que "não" e afirmou apenas que Valdemiro é um "amigo". O tucano falou com a reportagem a caminho do aeroporto de Congonhas - ele estava em um táxi. Alckmin segue para Pernambuco. 

Liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, a Mundial tem 20 anos, está presente em cerca de 20 países e afirma reunir, apenas em dizimistas cadastrados, 1 milhão de fiéis. Em busca do eleitorado evangélico, especialmente o que demonstra disposição em apoiar Jair Bolsonaro (PSL), líder das intenções de voto no cenário sem Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – , uma declaração de voto de Santiago poderia ajudar Alckmin, católico fervoroso, a disputar com mais força a fatia dos eleitores cristãos, disputada ainda por Marina Silva (Rede).

Em 2017, o apóstolo sofreu um atentado. Ele foi esfaqueado durante um culto. Na época, Alckmin o chamou de amigo. A presença de Doria reforçou a estratégia. Em 2016, quando foi eleito prefeito da capital paulista, o tucano foi apoiado pela Mundial. Agora, na busca pelo Palácio dos Bandeirantes nas eleições 2018, volta a pleitear o apoio dos evangélicos, ampliando também o coro por Alckmin.

Fechada, a reunião teria começado às 9h, na sede mundial da Igreja no Brás, centro de São Paulo. Pastores de todo o Estado chegavam com a bíblia nas mãos e desavisados sobre a pauta política da reunião. A Igreja não informou quantas pessoas participaram.

Com atuação em Campos do Jordão, pastor Paulo Lourenço de Souza se demonstrou surpreso ao saber que Alckmin e Doria participariam de uma "reunião administrativa" da Igreja. Questionado se aceitaria fazer campanha para a dupla tucana, respondeu que não. "Dentro de igreja ninguém nem pode fazer campanha."

O pastor Felipe Sousa, de Piracicaba, também disse que não sabia que encontraria os políticos, mas considerou proveitoso o encontro caso alguma proposta boa fosse apresentada. "Tudo aquilo que acrescentar de positivo vai ser bom pra nós."

Pastor de Santos, Mauro Xavier era um dos poucos informados sobre a visita. "Nós queremos homens de Deus administrando nosso País. Homens que são voltados para a palavra e o bem-estar de todo o povo. E é por isso que esses dois políticos vão estar aqui nessa reunião, onde serão apresentados pelo nosso líder maior (Santiago)", disse.

Alckmin e Doria deixaram o local por volta das 10h15 sem falar com a imprensa. Alckmin embarca ainda nesta terça para Petrolina, no Pernambuco. Doria cumpre agenda na capital.

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