Alckmin diz ter 'confiança absoluta' em ex-secretário

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu o deputado Gabriel Chalita (PMDB) - que foi seu secretário de Educação de abril de 2002 a março de 2006 - das acusações de enriquecimento ilícito e fraudes em recursos públicos.

O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 02h04

O analista de sistemas Roberto Grobman afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que Chalita cobrava propina de 25% dos empresários que fechavam contratos com o governo durante sua gestão na pasta. Ele disse também que o deputado comprou um apartamento de aproximadamente R$ 4,5 milhões com o dinheiro desviado deum convênio.

Alckmin disse que confia em seu ex-secretário, que classificou como "uma pessoa correta".

"Tenho absoluta confiança (em Chalita), uma pessoa correta, séria e tem espírito publico. Confio no Chalita e confio no Ministério Público, que vai apurar e esclarecer", afirmou Alckmin, ontem de manhã.

Depoimento. Grobman prestará novo depoimento à Promotoria do Patrimônio Público do MP de São Paulo amanhã. Ele será ouvido às 14h pelo promotor Nadir de Campos Júnior, responsável por dois dos 11 inquéritos de natureza civil abertos após as denúncias feitas pelo analista de sistema.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai examinar o conteúdo das declarações de Grobman para decidir se abre ou não uma investigação criminal contra Chalita.

Alckmin levantou suspeitas sobre a veracidade das denúncias, que foram feitas dez anos depois que Chalita assumiu a secretaria de Educação de seu governo.

"Acho estranho denúncia dez anos depois. Qual é o objetivo da denúncia? Por que dez anos depois? É estranho", disse o governador, que evitou fazer especulações sobre os interesses políticos que poderiam estar por trás das acusações. "A investigação deve ser feita. Os órgãos de investigação existem para isso."

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