Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin diz querer manter diálogo com Temer, DEM e Solidariedade

Por outro lado, após admitir possibilidade de apoiar um presidenciável de outro partido, Temer declarou achar 'muito difícil' haver uma candidatura única de centro ao Planalto

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

10 Maio 2018 | 18h29

SÃO PAULO - Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador Geraldo Alckmin confirmou que pretende agendar uma conversa com o presidente Michel Temer para estabelecer um canal de diálogo entre PSDB e MDB. Além disso, ele afirmou o desejo de manter conversas com DEM e Solidariedade, partidos que também lançaram pré-candidatos ao Planalto.

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Lideranças do MDB já sinalizaram que o partido de Temer pode não ter uma candidatura própria. O presidente Michel Temer abriu um canal com o PSDB, o que gerou repercussão entre as pré-candidaturas de centro. Após admitir a possibilidade de apoiar um presidenciável de outro partido, no entanto, Temer declarou nesta quinta-feira que acha "muito difícil" haver uma candidatura única de centro ao Planalto.

Ao visitar a Apas Show, feira do setor supermercadista na capital paulista, o governor afirmou que procurou o MDB e outros partidos visando um diálogo além de coligação eleitoral. "É importante o diálogo, tenho conversado com quase todos os partidos", disse. O presidenciável disse que ainda vai marcar uma conversa com Temer. Anteriormente, perguntado se já havia agendado o encontro, o tucano desconversou. "Estou tentando marcar um encontro com a Lu (sua esposa) porque faz dois dias que não chego em casa."

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O tucano disse que encontrou em um voo o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade, parido que lançou a pré-candidatura de Aldo Rebelo, e combinaram de marcar uma reunião. Além disso, o tucano confirmou que procurou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM, e o prefeito de Salvador, ACM Neto.

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"Isso [alianças] vai ficar lá pra junho, julho. Independente de ter aliança ou não, é importante conversar. Tem primeiro turno, segundo turno, se ganhar tem governo, tem desafios enormes pela frente. Se não conseguir construir uma convergência, não governa."

Na quarta-feira, 9, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse que concordaria com uma aliança com o PSDB se os tucanos aceitassem a vaga de vice na chapa. Alckmin, por sua vez, disse não cogitar essa possibilidade. "É sempre importante ter pontes com os vários partidos", acrescentou. 

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