Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin diz que vai manter reajuste do salário mínimo acima da inflação

A atual regra do mínimo vence no ano que vem e precisa ser reavaliada pelo próximo presidente

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2018 | 18h03

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira que, se eleito em outubro, seu governo terá um compromisso em manter a política de valorização do salário mínimo, uma das marcas das gestões petistas.

"Nossa prioridade é o salário mínimo. Governar é escolher. Àqueles que mais necessitam, meu compromisso é que o salário mínimo possa ter ganho real, cresça acima da inflação", disse o tucano, que foi sabatinado pela revista Istoé. Sem entrar em detalhes sobre como seria o possível novo cálculo, o ex-governador de São Paulo argumentou que a medida "irriga o Brasil inteiro", lembrando que o reajuste do SM tem impacto sobre várias categorias, como aposentados, pensionistas e trabalhadores rurais.

A atual regra de reajuste do salário mínimo vence no ano que vem e precisa ser reavaliada pelo próximo presidente. O tema é espinhoso, uma vez que tem impacto direto nas contas públicas. Pelas atuais regras, que vigoram desde 2012, a fórmula para a correção do salário mínimo prevê a aplicação da soma da variação do INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB dos dois anos anteriores.

2º turno. Questionado sobre como tirar a diferença para Jair Bolsonaro (PSL) por uma vaga no segundo turno, Alckmin disse que as grandes mudanças ocorrem mais próximo da realização da primeira votação e citou exemplos como a eleição municipal de São Paulo e a eleição suplementar para o governo do Estado em Tocantins, realizada em junho. O tucano disse ainda "não ter certeza" de que o parlamentar fluminense chega no segundo turno. "O Brasil quer segurança, não aventura. Aventura não governa", cutucou.

Sobre a aliança com os partidos do centrão, Alckmin lembrou que a coligação é importante não apenas para ganhar a eleição, mas também para governar e aprovar as reformas. "Com a aliança, vamos ter 52% dos prefeitos do Brasil. Faz uma boa diferença ao levar a mensagem lá na ponta", emendou. 

 

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