Alckmin diz que 'SP não quer mensalão'

No palanque com Serra, governador deu o tom da campanha do PSDB; tucanos criticaram adversários

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2012 | 03h02

Em comício na zona sul paulistana ao lado do prefeito Gilberto Kassab (PSD), o candidato do PSDB, José Serra, "terceirizou" ataques aos adversários na reta final da campanha pela Prefeitura. Integrantes do PSDB criticaram tanto o PT, de Fernando Haddad, ao relacionar a sigla com o mensalão, quanto o líder das pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB).

"São Paulo não quer mensalão. São Paulo quer honestidade", afirmou o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), a biografia de Haddad "cabe em três linhas de papel". "É um homem sem personalidade política, apenas instrumento do seu partido e do seu chefe (Lula)", disse. Mais cedo, em visita ao Museu do Futebol, Serra havia dito que Haddad foi "medíocre" como ministro.

Aloysio passou, então, a criticar Russomanno: "Um candidato cuja proposta parece um saco de vento, que não para em pé. Uma criação publicitária, um mauricinho metido a justiceiro." O deputado Mendes Thame (PSDB-SP) afirmou que "o PT é um partido formado por presos políticos que vai acabar com políticos presos".

As críticas a Haddad e Russomanno fazem parte da estratégia tucana para levar Serra ao segundo turno da disputa paulistana. Integrantes da campanha já diziam ontem que havia três candidatos para suceder Kassab - ignorando os demais. Eles tentaram ligar Serra à figura do "político honesto".

Sem citar nomes, Serra falou que não tem problemas com seu passado: "Eu vim de baixo, sou de origem humilde, honesta. Tenho passado limpo, estou à vontade. Não tenho que ficar me explicando, pedindo desculpas."

O tucano criticou o PT ao falar dos investimentos em túneis no bairro dos Jardins: "Em bairro rico, túnel mal feito. Farol na entrada e na saída, inunda durante as chuvas e deixa o pessoal dos bairros ricos furioso e dos bairros mais carentes, sem nada". Disse ser mentira que a Prefeitura recusou verbas federais.

Em uma onda de ataques, o vereador Milton Leite (DEM) disse que Serra não tem ligação com "maracutaia". O filho dele, deputado Alexandre Leite (DEM-SP) disse que "a Prefeitura não é campo de batalha religiosa nem palco de corja mensaleira". O vice de Serra, Alexandre Schneider (PSD), também atacou Haddad e Russomanno e disse que Serra não esconde Kassab. "Não dá para colocar o cara que criou as taxas em São Paulo na Prefeitura", disse. "Do outro lado, tem um que nem sabe o que pensa. Só diz que está bom para ambas as partes", afirmou em referência a bordão que Russomanno usava na TV.

"A gente precisa de alguém que tenha ideia, que não esconde companheiros. Não finge que está aliado com alguém e esconde, porque tem vergonha. Nós não. Estão todos aqui, Kassab, Milton (Leite), Carlinhos (Antonio Carlos Rodrigues, do PR)." Kassab, cuja administração tem alto índice de reprovação e que teve atuação mais nos bastidores da campanha, fez um breve discurso. Antes de começar a falar, recebeu poucas vaias / FELIPE FRAZÃO, JULIA DUAILIBI E ALINE BRONZATI

Tudo o que sabemos sobre:
MensalaoJosé SerraAlckminPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.