FELIPE RAU/ESTADÃO
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Alckmin diz que 'pesquisa eleitoral hoje não retrata nada'

Tucano não está entre os dois candidatos favoritos nas pesquisas de intenção de voto; Lula e Bolsonaro continuam no topo

Idiana Tomazelli e Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 19h25

PORTO ALEGRE - Mesmo sem figurar entre os dois candidatos favoritos nas pesquisas de intenção de voto, o pré-candidato à Presidência do PSDB Geraldo Alckmin demonstrou confiança nesta segunda-feira, 9, de que estará no segundo turno das eleições. "Temos confiança de que a eleição será de dois turnos e nos estaremos lá", disse em entrevista a jornalistas na chegada ao Fórum da Liberdade, em Porto Alegre.

As pesquisas hoje mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava-Jato, e o deputado Jair Bolsonaro no topo das intenções de voto.

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"Pesquisa eleitoral hoje não retrata nada do ponto de vista político", rebateu Alckmin. A aposta do ex-governador é de que o número grande de candidatos à Presidência vai diminuir ao longo da corrida.

Alckmin disse ainda que pretende formar alianças até junho ou julho e que o MDB hoje não está no horizonte do partido, pois já tem candidato próprio. O desejo do presidente Michel Temer é tentar a reeleição, e caso isso não ocorra ele já tem no ex-ministro Henrique Meirelles um possível herdeiro na chapa.

Privatizações

O ex-governador de São Paulo afirmou também que na política há um "abismo" entre falar e fazer e prometeu dar seguimento a agendas como a reforma tributária e a privatização da Eletrobras.

"É claro que vou privatizar a Eletrobras", disse, rebatendo o argumento de que em 2006 foi contra privatizações de empresas estatais. Segundo ele, à época, ele estava apenas rebatendo Lula, que consolidou a ideia de que tucano venderia o Banco do Brasil.

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"Não é papel do estado ter geradora ou distribuidora de energia elétrica. É preciso um bom marco regulatório e agências reguladoras", disse.

Alckmin afirmou ainda que tentou durante muito tempo unificar uma candidatura da situação ao governo de São Paulo, o que não foi possível. Para ele, é "legítimo" que João Doria e Márcio França disputem o posto, mas ele evitou se comprometer com uma sinalização de qual palanque seria seu favorito.

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