Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Não é porque Richa é do PSDB que a lei não valerá para ele, diz Alckmin

Ex-governador do Paraná pelo PSDB foi preso pela Operação Lava Jato; ele tenta uma vaga ao Senado

Cristian Fávaro, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2018 | 11h24

O candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, afirmou que "não conhece" a fundo as denúncias envolvendo o seu parceiro de partido e candidato ao Senado no Paraná, Beto Richa, alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira, 11. "Diferente (dos casos envolvendo o meu governo) que eu conheço", afirmou, alegando, inclusive, que as denúncias envolvendo o Rodoanel em SP seriam uma "injustiça". Segundo o tucano, não é porque Beto "é candidato do partido que a lei não vai valer para ele". A afirmação foi feita nesta terça-feira, durante sabatina em São Paulo, promovida pelo UOL, Folha de S. Paulo e SBT.

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), candidato tucano ao Senado, é alvo de mandado de prisão da Justiça do Estado. Em mais uma ação ostensiva decorrente da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou a Operação Piloto na Bahia, em São Paulo e no Paraná. A PF informou que a investigação mira suposto pagamento milionário de vantagem indevida, em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, o departamento de propina da empreiteira, para agentes públicos e privados.

Questionado sobre como pretende dialogar com a população sobre corrupção sendo que seu partido está mergulhado em várias denúncias, o ex-governador afirmou que "todos os partidos estão fragilizados, inclusive o meu". O candidato voltou a demonstrar apoio total às investigações da Lava Jato e afirmou que um eventual governo tucano seria composto pelos "melhores" nomes na política. "A sociedade deseja que haja uma investigação e que se esclareça (os casos de corrupção)", disse.

Sobre o combate à corrupção, Alckmin defendeu também mais rigidez na fiscalização e usar "um modelo americano", que fiscalizará sobretudo o enriquecimento ilícito. "Se você adquiriu um bem sem ter como provar, perdimento. Passa para o governo". 

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