Nelson Almeida/AFP
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Alckmin diz que delação de Palocci deve ter efeito no 1º turno das eleições 2018

Tucano repetiu ainda que o candidato do PSL tem forte rejeição e que isso só deve beneficiar o PT

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 13h37

O candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, minimizou nesta terça-feira, 2, o resultado da última pesquisa Ibope, divulgada na noite de segunda-feira, 1º, em que aparece estagnado com 8% das intenções de voto a menos de uma semana do 1º turno.

Questionado sobre a delação do ex-ministro do PT Antonio Palocci, Alckmin avaliou que a divulgação de parte da colaboração, autorizada na segunda pelo juiz Federal Sergio Moro, deve ter efeito já neste 1º turno. "Vamos aguardar a Justiça. O que o brasileiro quer é uma Justiça e um polícia independentes", disse.

O tucano repetiu ainda que o candidato do PSL tem forte rejeição e que isso só deve beneficiar o PT. "O Brasil não pode errar mais. Nem o PT, que nos colocou na crise, nem o candidato da bala, que quer tirar direitos do trabalhador como o 13º salário", pregou.

"Nós crescemos no ultimo Datafolha, crescemos em todos os trackings que fizemos e temos rejeição baixa. No segundo turno, continuamos a ganhar do Bolsonaro", disse o tucano, que participou de uma caminhada em Perus, na zona norte da capital paulista. "Essa semana é a mudança. Vamos trabalhar forte até domingo", disse.

Segundo o Ibope, Alckmin permaneceu em quarto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que cresceu quatro pontos e foi a 31%, de Fernando Haddad (PT), que manteve 21%, e de Ciro Gomes (PDT), que passou de 12% para 11%. No último Datafolha, publicado na sexta-feira, o tucano variou na margem, de 9% para 10%.

Reservadamente, um integrante da campanha admitiu que o Ibope surpreendeu negativamente, já que a expectativa, ancorada em pesquisas internas e levantamentos de outra institutos, era de que Alckmin mantivesse tendência crescente na entrada da última semana antes do 1º turno. Os tucanos aguardam, agora, o resultado do Datafolha desta terça-feira, para confirmar se a "última onda" pode ainda se esboçar.

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