Alckmin diz que defende o PSDB dos insultos de Kassab

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje ter a obrigação de defender seu partido das "provocações" diárias do adversário do DEM, o prefeito Gilberto Kassab. O candidato do DEM tem recebido manifestações constantes de apoio de tucanos. "É todo dia uma provocação diferente, com o único objetivo de destruir o PSDB para se manter no poder", afirmou Alckmin, depois de uma carreata da Mooca, na zona leste, até o Ipiranga, na zona sul, onde ainda fez uma caminhada.O ex-governador disse se sentir obrigado a responder a Kassab - "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC). "A mim cabe esclarecer, é uma outra turma. Não tem nada a ver com o PSDB." Alckmin comparou o partido com uma família, a qual tem o dever de defender.Alckmin aproveitou a caminhada para apontar falhas em uma obra da gestão Kassab - a reforma das calçadas da Rua Silva Bueno, região de comércio do Ipiranga. Depois de conversar com alguns comerciantes, o candidato chamou os jornalistas para ouvirem um relato sobre o novo piso, que não permite o escoamento da água da chuva e causa alagamento. "Piorou a calçada e gastou um dinheirão", concluiu Alckmin.O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) reclamou ainda da "absoluta ineficiência" do sistema de transporte. "Corredores não foram construídos na atual gestão e na anterior (da petista Marta Suplicy) foram feitos sem área de ultrapassagem."Rebatendo críticasO candidato tucano rebateu o que disse Marta hoje pela manhã. A petista afirmou que, quando ela era prefeita e Alckmin governador, tentou destinar verbas para o metrô, mas não pode por falta de um projeto do governo do Estado. Alckmin devolveu dizendo que Marta poderia ter capitalizado o Metrô, pois a Prefeitura é sócia da empresa. "Não colocou recurso porque não quis, preferiu aqueles túneis que terminam em semáforo."Alckmin disse também não temer que o acirramento da disputa entre ele e Kassab favoreça a candidata da aliança "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) e mostrou-se mais uma vez confiante na vitória no segundo turno. "Em 9 entre 10 lojas em que passei ouvi reparos sobre a gestão da ex-prefeita (Marta). Como ela vai ganhar a eleição? Não tem jeito."

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