Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Alckmin diz que com 17% dos votos estará no segundo turno

Ex-governador de São Paulo afirmou ainda que após o primeiro turno começa 'outra eleição'

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 13h36

SÃO PAULO - O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse acreditar que, com 17% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, consegue chegar à próxima fase da disputa presidencial. "Temos duas tarefas. Uma é chegar ao segundo turno, acho que nós vamos chegar. Com 17% vamos estar lá. No segundo turno, é uma outra eleição", afirmou o tucano, que participou do Fórum Combate à Ilegalidade, promovido pela revista Exame na capital paulista na manhã de quinta-feira, 24.

+ ‘Estadão Notícias’: O quanto a prisão de Azeredo vai atingir Alckmin?

Alckmin, que tem enfrentado ceticismo entre aliados por não conseguir crescer nas pesquisas, conta com 8,1% das intenções de voto no cenário sem o ex-presidente Lula, segundo o último levantamento CNT/MDA, divulgado na semana passada.

O ex-governador repetiu que o momento é de "controlar o stress" e que, no momento, dado o grande desencanto com a política, muitos acabam fazendo uma escolha de "desabafo, escolhendo quem está mais contra tudo que está aí".

"Com o tempo, o eleitor começa a pensar melhor, pensar em quem vai tomar conta do seu dinheiro, quem vai dar melhores oportunidades, mais emprego", continuou, salientando que esse processo só vai acontecer durante o período eleitoral, com a entrada da propaganda gratuita da televisão e rádio. 

Críticas a Bolsonaro

Após trocar críticas com o deputado Jair Bolsonaro (PSL) pelas redes sociais na quarta, Alckmin disse que o presidenciável fluminense "não sabe dialogar" e que "desrespeita as pessoas", atitude reprovável para alguém que aspira a um cargo em que essa característica será importante para fazer avançar as reformas.

"Ele não sabe dialogar, não sabe ouvir crítica, então desrespeita as pessoas. O presidente da República vai ter que dialogar para fazer avançar um conjunto de reformas que o País precisa", disse. 

Alckmin voltou a afirmar que o histórico parlamentar de Bolsonaro até o passado recente era muito similar ao do PT nas votações do Congresso. "Em muitos anos votou igualzinho o PT, a mesma visão distorcida, corporativa do PT", comentou. 

Economia

O ex-governador de São Paulo defendeu também a redução de tributos como forma a minimizar o impacto do aumento dos preços do diesel, que levou caminhoneiros a cruzarem os braços desde a segunda-feira, 21. 

"Uma das alternativas (em momentos de volatilidade do petróleo) é ter colchão tributário que possa reduzir e minimizar o impacto dessas variações". Alckmin disse ainda que vê como correta a redução da Cide, mas comentou que seu baixo valor prejudica a efetividade da medida. "O governo está estudando a questão do PIS e Cofins, mas não tenho detalhes (do impacto)", acrescentou.

O tucano se esquivou de comentar a maneira como o governo lidou com a situação. "Não acompanhei em detalhes, vi hoje entrevista de líderes dos caminhoneiros dizendo que já vinham alertando desde do mês passado. Agora é procurar trabalhar para solucionar o mais rápido possível o impasse". 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.