Alckmin diz que ainda vai avaliar nome de Locke

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que vai avaliar esta semana se vai indicar o nome do procurador Felipe Locke Cavalcanti para o cargo de procurador-geral de Justiça. Em uma disputa apertada, Locke, candidato da oposição, venceu no sábado as eleições internas do Ministério Público Estadual.

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2012 | 03h08

"Eu fui ontem (sábado) na inauguração do Hospital do Câncer Infantil em Barretos e cheguei muito tarde, então recebi a lista tríplice, mas ainda não me debrucei sobre ela", disse Alckmin.

A lista tríplice traz os nomes de Locke e dos outros dois candidatos, Márcio Elias Rosa, da situação, e Mário Papaterra Limongi, também da oposição. Ela foi entregue a Alckmin na noite de sábado pelo atual procurador-geral, Fernando Grella Vieira.

A nomeação do chefe do Ministério Público depende do governador, a quem a Constituição confere poderes para escolher qualquer um da lista, independente da ordem de colocação. Se Alckmin referendar Locke, ele assume o cargo de mandatário do MP no início de abril. "Vamos aguardar serenamente a decisão do governador", disse ontem Locke.

Se for nomeado, Locke poderá iniciar o cumprimento das promessas que fez ao longo da campanha. Uma delas é o encaminhamento de projeto de lei à Assembleia Legislativa autorizando a possibilidade de promotor também concorrer à cadeira número 1 do Ministério Público.

Se fizer o envio diretamente ao Legislativo, Locke poderá viver o primeiro impasse no Órgão Especial - seus integrantes não admitem que atos relativos à instituição não passem pela apreciação do colegiado. Para um procurador com mais de 30 anos de instituição, Locke terá que ter habilidade porque ainda não tem trunfos na cúpula. "Maioria se constrói", diz o procurador.

Locke também planeja ampliar o orçamento do Ministério Público, hoje no patamar de 0,97% da receita corrente líquida. Essa participação chegou, há alguns anos, a 1,2%. Procuradores sustentam que o objetivo anunciado por Locke é inviável. / ISADORA PERON e FAUSTO MACEDO

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