Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin diz que aguarda decisão do centrão e busca apoio de Ciro Nogueira

O encontro com o presidente do PP ocorreu poucas horas após reunião do bloco do centro, que acabou sem definição sobre qual candidato terá apoio

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2018 | 22h28

BRASÍLIA - Pré-candidato à Presidência nas eleições 2018 pelo PSDB, Geraldo Alckmin reafirmou nesta quarta-feira, 11, que a legenda aguarda uma posição do bloco do "centrão" — composto por PP, SD, PHS, PR, PRB e DEM — para definir as alianças na disputa presidencial.

"Queremos estar juntos para ganhar eleição, nós vamos ganhar, vamos para o segundo turno, e também para governar. Não posso falar por eles (do centrão), mas no que depender de mim queremos estar juntos. Estamos juntos em muitos Estados, temos propostas parecidas. Vamos aguardar", declarou.

Alckmin passou a quarta-feira em Brasília para tratar da eleição presidencial e também nos Estados. No início da noite, conversou com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), em busca de apoio. A reunião ocorreu no gabinete do parlamentar no Senado.

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Questionado sobre o encontro, Alckmin disse que o encontro foi bom e que possui uma forte aliada junto ao senador. Ele é amigo há 30 anos da sogra de Nogueira, a ex-deputada Miriam Portela, filiada ao PSDB e uma das fundadoras do partido. "Eu falei para ele: 'sogra se respeita'", brincou o tucano.

A reunião entre Alckmin e o presidente do PP ocorreu poucas horas após Nogueira ter participado da reunião do centrão na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que acabou sem definição sobre qual candidato o bloco vai apoiar.

Aliados de Alckmin ficaram mais otimistas nesta quarta-feira. A avaliação é de que o PRB deu sinais claros de que quer deixar o bloco, que, por sua vez, vinha demonstrando intenção de apoiar o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes. O PRB prefere que o grupo forme coligação com o tucano. Além disso, pessoas próximas de Alckmin avaliam que desde terça-feira, 10, a situação com o DEM melhorou.

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Durante visita ao Senado, Alckmin também teve reuniões com os tucanos Aécio Neves (MG), Tasso Jereissati (CE) e o líder da bancada na Casa, Paulo Bauer (SC), mas não quis comentar o assunto. Segundo a assessoria de imprensa, o encontro ocorreu por acaso. 

Alckmin também aproveitou o dia para receber o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, deputado Indio da Costa (PSD), que foi pedir apoio na eleição estadual. Os tucanos estão divididos entre apoiar Indio ou Eduardo Paes (DEM). Integrantes da legenda avaliam que Paes poderia atrair o DEM para Alckmin, mas poderia fazê-lo perder o apoio do PSD.

Após a reunião com Alckmin, Indio disse à imprensa que foi "atualizar" o tucano sobre a situação eleitoral no Rio, mas não pressioná-lo. "Estamos caminhando, não vim pressionar, nem colocar uma faca no peito, até porque cabe ao PSDB a decisão de quem o partido vai apoiar."

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Indio, que já foi candidato à vice de José Serra (PSDB) na campanha presidencial de 2010, afirmou que considera "natural" subir no palanque de Alckmin e que se sente "confortável" no PSDB. "Alckmin é hoje o melhor candidato à presidente. Vou votar nele", garantiu.

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