Alckmin: de segundo colocado ao fim da linha

Campanha do tucano foi marcada por altos e baixos e desembocou na derrota nas urnas

Da Redação,

05 de outubro de 2008 | 23h24

Não foi só a reviravolta de Gilberto Kassab que a eleição 2008 em São Paulo vivenciou. A campanha do ex-segundo colocado na disputa eleitoral, Geraldo Alckmin (PSDB), foi marcada por altos e baixos, baixos e médios, e desembocou na derrota do tucano.   Veja também: Marta e Kassab vão se enfrentar no 2º turno 'Seguirei a decisão do PSDB no segundo turno', diz Alckmin Marta ataca Kassab e diz que vai comparar gestões no 2º turno Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  Galeria de fotos dos candidatos à Prefeitura   Cobertura completa das eleições 2008  Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos  Vereador digital: Depoimentos e perfis de candidatos em São Paulo   Tire suas dúvidas sobre as eleições   Desde o começo, o seu nome para disputar a Prefeitura de São Paulo foi marcada por polêmica. Após quase seis meses de negociação, ele conseguiu lançar sua candidatura pelo PSDB sem disputa de chapa com os apoiadores da reeleição de Kassab, os "tucanos-kassabistas". Estes insistiam no nome do prefeito com o apoio de ambos os partidos para a corrida eleitoral, mas a idéia foi vetada.   Confirmado seu nome, deu-se início uma nova disputa: a briga pelo apoio do governador José Serra. Kassab herdou a Prefeitura do atual governador e durante toda a campanha fez questão de destacar a "parceria" com o tucano. Disse por diversas vezes que mantinha o programa de governo do antecessor. Alckmin, por sua vez, tentou mostrar uma intimidade com Serra, que não se refletiu na disputa: a despeito de uma gravação para a estréia da propaganda eleitoral na TV, o governador não participou de nenhum ato em apoio a Alckmin.   Para compensar, no entanto, ele recebeu o apoio de dois tucanos "pesos pesados". Aécio Neves veio à capital paulista e declarou apoio a Alckmin depois de um mês de campanha solitária tucana. Uma semana depois, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez o mesmo.   No meio da campanha, outro revés: o marqueteiro Lucas Pacheco deixou o cargo, devido a "problemas de comunicação" , e foi substituído por Raul Lima. Pacheco pediu demissão depois de ter o trabalho criticado pela coordenação da campanha e pela cúpula do PSDB.   Ao ver a sua presença na disputa ignorada pelos principais adversários, Alckmin deixou de lado o tom "zen" e transformou Kassab em seu alvo preferencial. Na TV e no rádio, lembrou aos eleitores que o atual prefeito foi secretário de Celso Pitta, tem apoio de Orestes Quércia e adotou um discurso de diferenciar a sua campanha da de Kassab.   No entanto, a nova estratégia de Alckmin foi amplamente reprovada pela cúpula do PSDB. A crise se acirrou quando o tucano, já na reta final da disputa, acusou Kassab de ter dado um "golpe" para ser vice de Serra, o que foi negado pelo próprio governador.   Com a acusação e a necessidade de posicionamento do governador a favor de Kassab, os apoios da disputa, se já não estavam, ficaram claros: Serra do lado de Kassab e Alckmin, solitário.

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