Alckmin critica falta de médicos no rádio; Kassab contra-ataca

Prefeito diz que a candidatura tucana tem perdido pontos e que espera apoio do PSDB no segundo turno

Carolina Freitas, da Agência Estado,

19 de agosto de 2008 | 14h24

O início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV já provocou atrito entre dois ex-aliados da capital paulista, o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), e o ex-governador e candidato do PSDB à Prefeitura, Geraldo Alckmin. Nas inserções diárias, em um spot de rádio, o tucano criticou a falta de médicos na cidade. Ao saber da crítica, Kassab revidou: "Ele, que foi governador, tem uma participação importante nessa falta de médicos. Por que nos 12 anos que ele esteve no governo do Estado não se preocupou em trazer médico para a cidade? A minha parte eu fiz." Apesar das críticas, Kassab disse que pretende contar com o apoio de Alckmin em um eventual 2º turno das eleições. "A candidatura de Alckmin tem perdido pontos, enquanto eu vou crescer", afirmou Kassab. "Vou querer o apoio de Alckmin e do PSDB unido no segundo turno."  Veja também:Começa nesta terça-feira propaganda eleitoral na TV e no rádioVocê vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato  Veja a íntegra da última pesquisa  Veja especial multimídia com o perfil dos candidatos  Veja o guia do eleitor   Em agenda oficial, Kassab vistoriou no final da manhã desta terça-feira, 19, uma usina de reciclagem de asfalto no Itaim Paulista, zona Leste. Aproveitou a oportunidade para desafiar a adversária do PT e ex-prefeita, Marta Suplicy, a mostrar como cuidou da usina de asfalto da cidade. "Ela deixou a usina totalmente sucateada", acusou Kassab. "No início da minha gestão, a usina produzia 100 toneladas por dia de asfalto. Hoje produz 2 mil toneladas diárias." Apesar do tom de crítica, Kassab negou que faça ataques pessoais à Marta. "Tenho sido muito respeitoso. Faço comparações. Minha crítica é à gestão de Marta." O prefeito não demorou muito, no entanto, a dar outra alfinetada na petista: "Não dá para comparar o que ela deixou de fazer na saúde com o que eu fiz. Enquanto ela fala de policlínicas, minha gestão inaugura Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) especializadas."

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