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Alckmin: 'campanha está começando a embalar agora'

Em 4.º lugar nas intenções de voto para presidente, segundo pesquisa do Ibope, candidato do PSDB se diz 'otimista'

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2018 | 17h49

RIO – Ao comentar seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto para presidente, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, se disse “otimista” nesta terça-feira, 21, e afirmou que a campanha “está começado a embalar agora”. O tucano está em quarto lugar na última sondagem, do Ibope. Ele rechaçou a fala do oponente Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, de que o governo Michel Temer (MDB) é uma “bola de ferro” para a candidatura tucana. Disse que o candidato de Temer é Henrique Meirelles (MDB), e não ele.

O tucano se intitulou o “candidato para fazer o Brasil crescer” quando lhe foi perguntado se ele era o nome ideal para “acalmar o mercado”. “Vamos ganhar a eleição, a bolsa vai para mais de 100 mil pontos, vai ter muito investimento. Para ter investimento, tem que ter confiança, e isso que nós vamos trazer de volta. O Brasil tem pressa”, declarou a jornalistas. Disse ainda que o grande tema dessas eleições é a criação de empregos e afirmou que o Rio precisa resolver sua segurança pública para sair da crise, crescer e recuperar postos de trabalho.

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Sobre as pesquisas, comentou: “Vamos para o segundo turno, e estando no segundo turno, a chance de ganhar é muito grande. Estamos muito otimistas. A campanha nem começou ainda, agora está começando a embalar. Tem pessoas que se impressionam com pesquisa. É preciso acreditar na campanha. É agora que o povo vai começar a definir seu voto”, afirmou Alckmin a jornalistas. Ele citou a situação no Tocantins, que passou por eleições recentes em que o vencedor não era líder das pesquisas.

Antes, ele participou de encontro no Rio com candidatos a deputado pelo PSDB e partidos coligados no Rio, DEM, PP, PTB, Solidariedade e PPS, e cabos eleitorais, evento realizado no espaço de convenções Riocentro. Ainda nesta terça-feira, Alckmin vai ser recebido pelo arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, na Arquidiciose.

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O levantamento do Ibope, divulgado segunda-feira, mostrou que no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – preso pela Lava Lato e ainda na dependência de posicionamento da Justiça Eleitoral sobre sua candidatura –, Jair Bolsonaro (PSL) tem 20% das intenções de voto, e aparece em primeiro lugar. Depois vêm Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%.

O tucano está em quarto, com 7%, à frente de Fernando Haddad (PT), que tem 4%. Na pergunta em que Lula é incluído, ele também figura em quarto lugar: 37% dos entrevistados disseram votar no ex-presidente, 18% em Bolsonaro, e 6% em Marina. Alckmin e Ciro aparecem empatados com o percentual de 5%. O ex-governador é o terceiro em índçice de rejeição (25%), atrás de Bolsonaro (37%) e Lula (30%).

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No evento no Riocentro, também estiveram presentes para fazer campanha, entre outros políticos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), candidato à reeleição; seu pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, candidato do DEM ao Senado; o candidato a vice-governador na chapa com Eduardo Paes (DEM), Comte Bittencourt (PPS) – sem a presença de Paes, que não subirá em palanques de presidenciáveis no Rio –; e o atual vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP). 

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Em discurso, Rodrigo Maia defendeu que Alckmin é o melhor nome em se tratando de ajudar o Rio a deixar a crise para trás, seja a financeira, seja a da segurança pública, e defendeu a manutenção da intervenção federal nesta área, iniciada em fevereiro. Maia ainda vislumbrou a presença do tucano no segundo turno com o provável candidato do PT. “O único candidato que pode derrotar no segundo turno o candidato do PT, Fernando Haddad, se chama Geraldo Alckmin”, afirmou.

A candidata a vice de Alckmin, senadora Ana Amélia (PP), disse que o tucano deverá ter mais mulheres em seu ministério, numa eventual vitória, do que o tem o presidente Michel Temer (MDB), e exaltou a gestão dele na segurança em São Paulo. “O Rio vai respirar aliviado, os turistas voltarão (com Alckmin presidente)”, garantiu, referindo-se à violência no Estado.

Na saída, Alckmin, perguntado por jornalistas sobre a ausência de Paes, disse que não viu problema na falta, e que Comte o representou.

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