Alckmin aponta falhas em hospital, mas defende 'campanha zen'

'Vou fazer campanha sem atacar ninguém', disse o candidato tucano, que aponta falta de médicos e leitos

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

19 de agosto de 2008 | 17h45

O candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu nesta terça-feira, 19, "uma campanha zen": sem ataques aos adversários e apenas com propostas para a cidade. "Sou absolutamente zen. Vou fazer campanha sem atacar ninguém", disse. O tucano afirmou que apresentará o seu programa de governo nesta sexta-feira.   A declaração do ex-governador foi feita durante visita ao Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, zona leste da cidade. Ele sentou com a diretoria do hospital e ouviu reivindicações. Após tomar um cafezinho, percorreu as dependências do hospital e, em seguida,cumprimentou moradores da região.   Veja também: No rádio, Alckmin critica falta de médicos; Kassab contra-ataca Começa nesta terça-feira propaganda eleitoral na TV e no rádio Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato  Veja a íntegra da última pesquisa  Veja especial multimídia com o perfil dos candidatos  Veja o guia do eleitor    Apesar do discurso paz e amor, Alckmin apontou falhas no atendimento primário nos hospitais de São Paulo. "Precisa melhorar o atendimento primário. Ter mais médicos, UBS (Unidade Básica de Saúde). E onde falta leitos, cama, fazer hospitais", afirmou o tucano.   Nesta terça, o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV provocou atrito entre o tucano e o atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM). Em um spot de rádio, Alckmin criticou a falta de médicos na cidade. Ao saber da crítica, Kassab revidou: "Ele, que foi governador, tem uma participação importante nessa falta de médicos. Por que nos 12 anos que ele esteve no governo do Estado não se preocupou em trazer médico para a cidade? A minha parte eu fiz." Apesar das críticas, Kassab disse que pretende contar com o apoio de Alckmin em um eventual 2º turno das eleições.   Alckmin comentou também a gravação do apoio do governador José Serra em sua campanha. "Ajuda, é muito importante. Tudo isso soma, o presidente Fernando Henrique Cardoso também (apoiou)."   O ex-governador disse que dividirá seu tempo para fazer campanha na TV e rádio, mas também nas ruas. "O contato com as pessoas é muito importante, estar perto", disse.   Alckmin disse ainda que a campanha à Prefeitura "não pode ser feita baseada em pesquisas" e afirmou que estará no segundo turno. Segundo a última pesquisa Ibope, encomendada pelo O Estado de S.Paulo e a TV Globo e divulgada na última sexta, Marta aparece disparada com 41% das intenções de votos.   Na pesquisa anterior, a candidata do PT havia registrado 34% na última pesquisa. Já o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%. Com uma margem de erro de três pontos porcentuais, Marta abriu uma vantagem de 15 pontos. Na pesquisa anterior, os candidatos estavam tecnicamente empatados na pesquisa induzida - 34% de Marta contra 31% de Alckmin.    

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