Alckmin apela para a sorte na reta final da campanha

Tucano aproveitou o dia 29 para seguir a tradição italiana de comer o 'nhoque da sorte', na Mooca, na zona leste

CAROLINA FREITAS, Agencia Estado

29 de setembro de 2008 | 20h31

Com a perda de terreno nas pesquisas eleitorais para o prefeito Gilberto Kassab, que tenta a reeleição pela coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), o candidato do PSDB,  Geraldo Alckmin, apelou nesta segunda-feira, 29,  para a sorte. Alckmin aproveitou o dia 29 para seguir a tradição italiana de comer o "nhoque da sorte", na Mooca, zona leste da cidade. No lugar de uma moeda, colocou em baixo do prato seu santinho. "É para dar sorte", explicou, tentando mostrar otimismo.   Veja também: Contra Marta, PSDB admite apoiar Kassab no 2º turno     Alckmin e Kassab polarizam debate por 2º turno com Marta Blog: Leia os principais pontos do debate na Rede Record  Galeria de fotos dos candidatos no debate  Ibope: Confira os números da pesquisa  Análise: Marqueteiro aponta polarização na reta final da disputa em São Paulo  Enquete: Quem ganha com a briga dos dois?  Perfil dos candidatos de SP  Mais tarde, ganhou um charuto de um comerciante de um shopping - também "para dar sorte", segundo o lojista. Apesar de esclarecer que "nunca" fumou, o candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) aceitou o agrado. "Sempre tem um amigo que fuma."Apesar da promessa de "acelerar" a campanha nesta última semana, os compromissos públicos de Alckmin começaram só à tarde, 50 minutos atrasados, com uma caminhada pela Rua da Mooca. Depois disso, esforço mesmo fez o jipe que levou o candidato por uma carreata com percurso de cerca de 20 quilômetros - da Mooca, zona leste, à Vila Guilherme, zona norte, passando pelas ruas de comércio do Bom Retiro, no centro.No banco de trás do jipe, estavam o deputado federal do PTB Conte Lopes e a mulher de Alckmin, Lu. Mas quem poderia atrair sorte - e votos - para Alckmin estava sentado no banco do motorista. Com o rosto queimado de sol e uma generosa barba grisalha, o funcionário da campanha do tucano era a cara do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje recordista de popularidade. "O Lula vota no Geraldo", brincou um cabo eleitoral.

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