Alas petistas disputam relatoria e emperram CPI do Cachoeira

A luta das correntes do PT para controlar o mais importante cargo da CPI do Cachoeira emperrou a escolha do relator. Dois grupos brigam pelo cargo: o do ex-líder Cândido Vaccarezza (SP) e o dos deputados Odair Cunha (MG) e Paulo Teixeira (SP). O presidente da CPI já está escolhido. Será o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). O favorito para a relatoria da CPI é Odair Cunha. Além do respaldo de líderes do governo, Arlindo Chinaglia (SP), e do PT, Jilmar Tatto (SP), e da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, Cunha conta com a simpatia da presidente Dilma Rousseff. Diferente de Vaccarezza, que teria tido o nome vetado por Dilma, a quem serviu como líder até março.

EUGÊNIA LOPES, JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h03

Mas Vaccarezza tem apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do ex-ministro José Dirceu. Diante do impasse, Jilmar Tatto tentará nas próximas 48 horas chegar a um consenso. A primeira reunião da CPI está marcada para quarta-feira.

Vaccarezza enfrenta a maior resistência, por seu estilo "bateu levou", visto por alguns petistas como nocivo aos trabalhos da CPI. Há ainda o temor de que ele esteja magoado com a forma como foi demitido da liderança do governo e vingue-se na CPI.

Mensaleiros e fichas-sujas. Assinaram a criação da CPI 72 senadores e 396 deputados. Chama a atenção a ausência de Valdemar da Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), réus do mensalão. O deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho de outro réu, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, também não assinou. Assim como a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), que sofreu processo de cassação por ter recebido dinheiro de Durval Barbosa, operador do "mensalão do DEM" - escândalo que derrubou o então governador José Roberto Arruda. / COLABOROU EDUARDO BRESCIANI

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