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'Agora temos o maior mensalão da história deste País', diz Marina, em referência à Petrobrás

Em entrevista promovida pelo Facebook Brasil, ex-ministra também foi questionada sobre supostos boatos que rondam sua campanha

Stefânia Akel , O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 20h15

Atualizada às 21h20

RIO - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, classificou nesta quarta-feira, 17, o suposto esquema de corrupção que envolve o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás Paulo Roberto Costa como “o maior mensalão da história”. A declaração foi feita bate-papo em que respondeu a perguntas enviadas por internautas. “Agora temos o maior mensalão da história do País. Porque nunca na história deste País se viu um escândalo como esse”, completou. 

Na semana passada, a candidata do PSB já havia desferido um pesado ataque ao PT, dizendo que o partido havia colocado Costa em uma diretoria para “assaltar” a Petrobrás.

A investida contra a adversária Dilma Rousseff ocorre um dia após o Ibope mostrar que a petista, candidata à reeleição, caiu três pontos porcentuais na corrida pelo Planalto. A presidente tem 36%. Marina tem 30% - oscilou um ponto para baixo em relação à pesquisa anterior. O tucano Aécio Neves cresceu 4 pontos e agora tem 19%.

A mudança do quadro ocorreu em meio a uma forte campanha de ataques contra Marina. Os programas de TV de Dilma tiveram como principal alvo na semana passada as propostas da candidata do PSB sobre a independência do Banco Central e a redução da importância do petróleo, incluindo o pré-sal, como fonte de energia no País. 



Antes, em entrevista coletiva também concedida no Rio, Marina também fez críticas à gestão da Petrobrás e aos bancos públicos. Ela afirmou que “Paulo Roberto Costa foi funcionário de confiança da presidente Dilma. Isso é resultado da governabilidade que as pessoas reivindicam que não pode mudar.” A ex-ministra voltou a afirmar que a estatal está “reduzida à metade do seu valor”, “o que precisa ser explicado”. 

Marina criticou Dilma pelos empréstimos de instituições financeiras federais a uma pequena parcela do empresariado. “Dilma tem que explicar para a sociedade por que colocou no seu governo R$ 500 bilhões para meia dúzia de empresários, usando recursos do BNDES, que equivalem a 20 anos de Bolsa Família”, afirmou ela.

‘Boatos’. Marina dedicou parte de sua quarta-feira a rebater “boatos” contra sua campanha. Segundo ela, o objetivo dos adversários é fazer os eleitores acreditarem que ela vai acabar com programas do governo federal. “Eles (adversários) dizem que vamos acabar com o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, a exploração do pré-sal, o crédito para o consumidor... é tanta coisa que já nem é uma pessoa. Só se fosse o Exterminador do Futuro”, comparou, referindo-se ao personagem interpretado pelo ator Arnold Schwarzenegger no filme de mesmo nome, lançado em 1984.

“Isso é marketing selvagem. Quando ele é levado ao extremo, como está sendo na campanha dos meus adversários, principalmente da presidente Dilma, não há como combater com argumentos, porque ele não tem limites. Todo dia tem um filme contando uma história mentirosa de que nós vamos fazer um caminhão de maldades para os brasileiros. A única coisa que pode combater o marketing selvagem é o discernimento da sociedade”, afirmou. “O que está acontecendo é o medo daqueles que durante 20 anos se alternaram no poder”, completou a candidata. 

As declarações sobre os boatos foram dadas no bate-papo na internet. A conversa se estendeu por cerca de uma hora e foi transmitida pela rede social Facebook. As perguntas foram selecionadas pela equipe da candidata.

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