Agora, inteligência do governo nega vigilância em porto

BRASÍLIA - Chamado logo pela manhã ao Palácio da Alvorada para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, o general José Elito Carvalho, do Gabinete de Segurança Institucional, negou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tenha montado operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape.

O Estado de S.Paulo

05 Abril 2013 | 02h11

"É mentirosa a afirmação de que o GSI/Abin tenha montado qualquer operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape ou em qualquer outra instituição do País. O GSI lamenta ainda a utilização política do tema, questionando a quem interessa tal tipo de interpretação neste momento", disse, em nota, o ministério comandado pelo general José Elito.

O Estado revelou ontem que agentes da Abin foram escalados para monitorar a movimentação sindical no Porto de Suape, em Pernambuco. Procurado, o GSI havia informado na ocasião que não se manifestaria especificamente sobre Suape por se tratar de uma atividade de Inteligência de Estado. Disse que "acompanha, diuturnamente, em torno de 700 cenários institucionais" e destacou que o órgão tem como atribuição coordenar as atividades de inteligência federal para assessorar a presidente Dilma.

"Todo o trabalho do GSI e da Abin está amparado pelas leis 9.883, de 1999, que criou o Sistema Brasileiro de Inteligência e a Abin, como seu órgão central, e 10.683, de 2003, que estabelece ser do GSI a coordenação da inteligência federal. Sua atuação vem se pautando por uma ação institucional e padronizada, como ocorre em todos os sistemas democráticos", afirmou a nota divulgada ontem. / J. D. e RAFAEL MORAES MOURA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.