Agitação nas redes sociais, apatia nas ruas

Debate acalorado na internet contrasta com protestos esvaziados em Brasília e São Paulo

Alexandre Bazzan, Allan Nascimento e Ana Elisa Pinho, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2013 | 02h10

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal dominou ontem as redes sociais. Nas ruas, porém, o "ibope" do caso foi diferente e conseguiu mobilizar poucas pessoas.

A leitura do voto do ministro Celso de Mello durou pouco mais de duas horas, mas já nos primeiros 30 minutos seu nome passou a figurar na lista de termos mais citados do Twitter, contabilizando cerca de 40 menções por minuto. Outras 20 mil pessoas acompanharam a sessão da Corte ao vivo pelo YouTube, no canal da TV Justiça.

Grande parte dos internautas protestou contra a decisão do ministro do STF, que dará direito a um novo julgamento para 12 dos 25 condenados.

Sem mencionar diretamente o assunto, o cineasta Fernando Meirelles disse ontem pelo Twitter que sentia um "cheiro de pizza" no ar. Já o apresentador de TV Marcelo Tas usou a hashtag #Mensalão ao comparar o julgamento do caso a uma novela interminável.

Nas ruas, porém, não havia muito ânimo. A manifestação "1.000.000 em Brasília", marcada para a tarde de ontem pelo Facebook, tinha 340 confirmações. A segurança nos arredores do Supremo foi reforçada, mas o protesto foi bem menor que o esperado. As 20 pessoas que compareceram improvisaram uma "prisão" para as imagens dos petistas José Dirceu e José Genoino. Um dos manifestantes, vestido como o presidente americano Barack Obama, trouxe uma bandeja com pedaços de pizza.

Em São Paulo, outras 20 pessoas se reuniram para protestar no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, onde uma televisão transmitiu a sessão do Supremo. O baixo quórum, no entanto, não impediu que novos protestos começassem a ser articulados nas redes sociais, quase imediatamente depois da decisão final.

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