Agente foi alvo de latrocínio, conclui PF

Policial que atuou na Monte Carlo foi morto por quadrilha especializada em roubo de carros

LISANDRA PARAGUASSU / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h01

O agente da Polícia Federal Wilton Tapajós foi vítima de uma quadrilha de roubo de carros. Um dos policiais que atuaram na Operação Monte Carlo - investigação que culminou na prisão do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira -, Tapajós foi assassinado dentro do cemitério de Brasília por três homens que levaram seu carro, um Volkswagen Gol branco, encontrado nesta semana próximo à cidade de Barreiras (BA).

Por ter sido um dos investigadores da Operação Monte Carlo, havia a suspeita de que o assassinato do agente federal tivesse alguma ligação com a prisão do contraventor e a apuração de seu esquema. Agora, no entanto, a PF diz estar certa de que não há conexão entre o homicídio e o caso Cachoeira ou quaisquer outras operações da PF das quais Tapajós participou. "Tínhamos várias linhas investigativas, mas nesse momento temos 99% de certeza de que a morte não teve ligação com a atividade profissional do agente", afirmou o delegado Alessandro Moretti, responsável pelo caso.

Quadrilha. A hipótese de latrocínio era uma das linhas de investigação do crime, mas não a principal. Com a localização do carro roubado na Bahia, descobriu-se a atuação de uma quadrilha que roubava veículos em Brasília e revendia os carros no entorno. De lá, os automóveis eram encaminhados ao Nordeste.

Seis pessoas foram presas e um menor de 15 anos foi apreendido. Dois dos detidos são receptadores dos veículos na Bahia. Um terceiro preso recebia os carros roubados na cidade-satélite de Valparaíso. E os três adultos restantes são acusados de participar do latrocínio, no cemitério de Brasília.

De acordo com o delegado Moretti, os assaltantes confessaram o crime, mas afirmaram não saber que a vítima daquele roubo era um agente da Polícia Federal. A PF também localizou outras pessoas que foram assaltadas pela mesma quadrilha no cemitério de Brasília.

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