Agenda de ministro contempla turno eleitoral

A queixa da rotina pesada em tempos de campanha é geral no ministério. Mas quem confere a agenda política, pessoal e de trabalho do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, tem certeza de que ele é no mínimo, forte candidato ao título de ministro mais infernizado da Esplanada.

CHRISTIANE SAMARCO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2012 | 03h08

E não apenas por ser, ele, o único representante do PP e da Paraíba na equipe ministerial. Não bastasse ter que comandar o ministério e cumprir as ordens da presidente Dilma Rousseff, Aguinaldo tem de atender a bancada federal e os 1.100 candidatos do PP a prefeituras em todo o País. nem sossego em família ele tem.

A mãe, Virgínia, disputa a reeleição na pequena Pilar, cidade história de cerca de 20 mil habitantes, onde nasceu o escritor José Lins do Rego. A irmã, Daniella, deputada estadual pelo PP, é candidata à prefeitura de Campina Grande. Sendo filho do ex-deputado Enivaldo Ribeiro, que hoje preside o PP paraibano, é impossível para o ministro reunir a família sem tratar de política.

Isto explica porque Aguinaldo decidiu se refugiar em Brasília neste domingo. Foi a forma que ele encontrou para driblar a demanda política que não cessa nem em casa, e passar o Dia dos Pais dedicado às filhas Gabriela, a primogênita de 4 anos, e Luise, 2 anos mais nova.

"Vou tomar a benção do meu pai e parabenizá-lo, por telefone", disse o ministro na sexta-feira, quando planejava um dia de descanso, na tentativa de ganhar fôlego para mais uma semana de trabalho. A agenda tem sido tão pesada que os três turnos de expediente não são suficientes para cumprir os compromissos.

A despeito do dia a dia tumultuado, Aguinaldo tenta encaixar na agenda nada menos do que 214 gravações diferenciadas para candidatos a prefeito. E o inferno astral da campanha ainda incluiu enterro. "No meio da correria, perdi meu amigo João Gomes, com um infarto fulminante aos 49 anos. Estou de luto."

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