Aeronáutica põe em operação avião de patrulha marítima

Primeiro dos três P-3AM já entregues à FAB faz voos de treinamento a partir de 4 bases; projeto vai custar US$ 500 mi

ROBERTO GODOY, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h04

O avançado avião de patrulha do mar e inteligência, o P-3AM, comprado pela Aeronáutica em 2005, modernizado e recebido a partir de agosto de 2011, já está em operação regular. A Força Aérea comprou 12 aeronaves e revitalizou 9. Outras três serão usadas como banco de peças. Os sistemas eletrônicos são da diretoria militar da Airbus, em Getafe (Espanha). O programa completo vai custar US$ 500 milhões.

Até agosto, um dos três P-3AM entregues até agora vai cumprir um esquema de voos de treinamento a partir das bases de Florianópolis (SC), Belém (PA), Canoas (RS) e Salvador (BA), sede do Esquadrão Orungan, ao qual a aeronave é ligada.

Os grandes turboélices foram construídos pela Lockheed, entre 1964 e 65. Com novos motores e sistemas, os modelos são versões do Electra, de 90 passageiros, empregado na ponte aérea Rio-São Paulo de 1975 a 1992. Cada unidade mede 35,61 metros, leva 16 tripulantes e permanece no ar por 16 horas. O alcance é enorme, na faixa dos 4.5 mil quilômetros - do litoral brasileiro até a costa da África. Ontem, o Comando da Aeronáutica mostrou de forma protegida o arranjo interno. Os consoles, todavia, são típicos do Fits, sistema digital de alta velocidade, capaz de integrar grandes volumes de informações, táticas e de inteligência. Com ele o P-3AM pode, com qualquer tempo, localizar e atacar submarinos ou identificar objetos de 60 cm na superfície.

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