Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Aécio tenta garantir sua foto nos santinhos dos candidatos locais

Objetivo é superar dificuldade em pequenos municípios; candidato vai mal em cidades com menos de 50 mil habitantes

DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2014 | 02h03

O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) tem agora como missão número um, neste período que antecede o início da propaganda de rádio e TV, em 19 de agosto, colar sua imagem às campanhas de lideranças locais, especialmente em São Paulo, para tornar-se mais conhecido regionalmente e garantir capilaridade à sua candidatura.

Hoje, 81% do eleitorado brasileiro sabe quem ele é, mas 37% desse total o conhece apenas "de ouvir falar", segundo a última pesquisa do Datafolha.

O plano para este mês é engajar o maior número de candidatos a deputado, senador e governador com suas respectivas militâncias - Aécio terá de lidar com a dificuldade de ter bem menos tempo de propaganda de TV que a presidente Dilma Rousseff.

O coordenador nacional do comitê de Aécio, senador José Agripino (DEM-RN), diz acreditar que, "para manter a campanha viva e caminhando com autossuficiência, é preciso garantir a propaganda casada, porque é o que dá capilaridade à candidatura majoritária, é o que galvaniza o voto no interior".

Em outras palavras, a missão é emplacar Aécio no material de campanha, de santinhos a faixas, produzido pelos candidatos nos Estados - na semana passada, ao visitar Santa Catarina, por exemplo, a foto de Aécio não estava no material distribuído pelo candidato tucano local, Paulo Bauer.

Comparado à adversária petista, Aécio vai mal em cidades com menos de 50 mil habitantes. Segundo Agripino, por ora, o principal trabalho para superar dificuldades em pequenos municípios será feito pelos comitês regionais. Na semana passada, Aécio esteve em São Paulo para cuidar das dezenas de comitês paulistas.

Ontem, ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Aécio caminhou por ruas do M'Boi Mirim, na zona sul de São Paulo, e afirmou que, se não fosse a gestão do tucano, "São Paulo teria problemas ainda mais graves". Esse não foi o único afago de Aécio a Alckmin. Em sua primeira caminhada em São Paulo, no início do mês, o mineiro fez questão de reforçar a parceria com o governador paulista. / COLABOROU ISADORA PERON

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